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terça-feira, 23 de agosto de 2011

As Eficientes Medidas Paliativas



Bom, em primeiro lugar é necessário dizer sempre que fazer algo é melhor do que não fazer nada. Porém isto não significa que "certas" atitudes que solucionam os problemas imediatamente são as melhores e mais adequadas para se tomar.


O Brasil que o diga! É um país extremamente bom nesse tipo de coisa. Os governantes são os que geralmente executam este papel, indo sempre pelo caminho da solução rápida, ignorando o que virá no futuro, ou seja, eles estão sempre buscando por medidas paliativas, aquelas que resolvem apenas no momento, sendo assim eficientes e não eficazes. Isso também se dá é claro devido a ânsia que os políticos tem em apresentar alguma atitude, como o popular: "mostrar serviço". Para assim fazerem a "média" e garantirem o apoio popular.


Agora se formos analisar, tudo à nossa volta é paliativo! O sistema como um todo visa apenas as medidas paliativas para resolver os problemas. Por exemplo: se alguém é assaltada em seu carro, logo pensa que vai precisar de mais proteção, então o sujeito com todo seu poderio vai à uma oficina especializada e blinda seu veículo. Esta é uma medida paliativa, quer dizer: resolve o problema no momento, não significando que aquilo vai lhe garantir segurança para o maior tempo possível. Continuando o breve exemplo afim de demonstrar uma solução realmente eficaz e não somente eficiente, o correto seria no mínimo se perguntar: Por que estou sendo roubado? Será que este homem que me rouba se tivesse as mesmas OPORTUNIDADES que eu como um bom emprego, boa educação claro, boa família, enfim, tudo aquilo que me estrutura ele estaria roubando-me? Obviamente que não!


O pior é que o mundo pensa paliativamente! As pessoas não param, e analisam as soluções para os problemas. Se fulano tem sua casa assaltada, logo vai investir na segurança da mesma colocando portões resistentes, aumentando de tamanho seus muros... Se determinado político é pego desviando dinheiro público ele com a pressão populacional acaba por deixar o cargo, até aí tudo bem, mas e a PUNIÇÃO!? Também é um exemplo de medida paliativa que é comumente tomada entre outras tantas.


Então, tudo isso quer dizer que os homens mais uma vez estão equivocados cegos pelos seus egoísmos e em consequência disto tomam sempre medidas paliativas para resolverem seus problemas, o que NUNCA lhe trará uma solução completa e eficaz se este continuar tendo uma mentalidade medíocre.



Um comentário:

  1. Olá Anselmo,

    Alguns significados de paliativo são:
    1. Que serve para atenuar momentaneamente um mal;
    2. Meio ou expediente usado com o fim de atenuar um mal ou procrastinar uma crise.

    Portanto, faz sentido falar em solução de problemas usando medidas paliativas? Faz sentido acreditar que atenuar um mal ou procrastinar uma crise seja capaz de solucionar algum problema? Creio que não.

    Sobre problemas e soluções, uma das melhores opiniões que já encontrei foi no livro “A Quinta Disciplina”, de Peter M. Senge.

    “1. Os problemas de hoje provêm das ‘soluções’ de ontem.

    Era uma vez um mercador de tapetes que viu que seu mais belo tapete tinha um calombo no centro. Ele pisou no calombo a fim de achatá-lo – e conseguiu. Mas o calombo reapareceu em outro lugar. O mercador pisou-o mais uma vez, e o calombo desapareceu – apenas por um momento, pois logo reapareceu em outro lugar. O mercador continuou a pular sobre o tapete, pisoteando-o com raiva, até que finalmente levantou a ponta do tapete e viu uma cobra sair debaixo dele.

    Nós, muitas vezes, não atinamos com as causas dos nossos problemas quando, na verdade, bastaria olharmos para as soluções que demos a outros problemas no passado.”

    Medidas paliativas estão exatamente no caso de soluções (?) que, na verdade, são geradoras de novos problemas.

    Medidas paliativas são usadas com a justificativa de estar fazendo o possível. E aqui cabe a seguinte opinião de Winston Churchill: “É inútil dizer: ‘Estamos fazendo o possível. É preciso fazer o necessário”.

    “A quinta disciplina” – que dá título ao livro – é o raciocínio sistêmico e tal raciocínio é algo que, embora você não tenha citado explicitamente em seu post, você demonstra que, pelo menos intuitivamente, possui. É tal raciocínio que faz com que você pense na possibilidade de relacionar um assalto à falta de oportunidades oferecidas pela sociedade a alguns de seus componentes.

    Para não alongar ainda mais esta exegese, sugiro que você quiser leia os três seguintes posts do meu blog:

    http://espalhandoideias.blogspot.com/2011/02/o-raciocinio-sistemico.html

    http://espalhandoideias.blogspot.com/2011/02/consequencias-do-desconhecimento-do.html

    http://espalhandoideias.blogspot.com/2011/02/consideracoes-finais-sobre-o-raciocinio.html

    Um abraço,
    Guedes

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Não sou o "dono da verdade", portanto, estarei sempre disposto a ouvi-lo(a)...