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domingo, 14 de agosto de 2011

As Pessoas Têm Pressa





As pessoas têm pressa hoje em dia, elas estão agindo feito robôs cujo objetivo é apenas seguir ordens, independente de qual seja esta ordem. Também não as culpo por isso, na verdade elas são vítimas do sistema em que estão inseridas.


As pessoas seguem muitas ordens porque se sentem obrigadas à isso. O mundo está tão frenético que as pessoas são capazes de fazer coisas no mínimo absurdas só para seguir algo que em sua cabeça é considerado dever. 


O exemplo mais prático de tudo isso é o trânsito de veículos, quem está presente nele sabe do que estou falando. É totalmente agressivo, os motoristas querem literalmente passar por cima dos outros carros, dos outros tipos de veículos e das pessoas que estão à sua frente. Isto é, não se tem respeito nenhum, paciência, a única coisa que importa é ir para a frente não interessando no que vai dar.


É incrível, as pessoas não param devido ao sistema, que por sua vez, dá margem para tornar as pessoas mais agressivas, insensatas e insignificantes. Nada está mais importando, as pessoas se intitulam "sociedade", mas não é bem assim, ninguém vive em sociedade, e sim o lema: "Cada um com seus problemas". Quem nunca ouviu isto ou até mesmo já o falou? 


O sistema é simples e ditatorial, trata-se de um cada um por si, o problema é que o homem não percebe que é muito melhor viver em sociedade, mas não! Viver nesta sociedade é obrigação pelo simples fato de existirem regulamentos, que são determinados por um número irrisório de pessoas ocultas para com a sociedade, significando que o que rege esta sociedade não é ela própria. 


Fica aí o alerta para o caminho que estamos seguindo, que é completamente descabido. Isto só torna as pessoas cada vez mais monótonas, as pessoas que integram a sociedade não se integram com ninguém, a sensação que dá é a de que somos inimigos uns dos outros, se você precisar de ajuda vai ser raro alguém desta sociedade "parar" para oferecer-lhe ajuda, afinal as pessoas têm de BATER CARTÃO, assim não terão tempo suficiente para ajudar.


O ponto que quero chegar é que devem existir LIMITES para fazer e deixar de fazer. Dizer: SIM! Eu vou ouvir o que você tem a dizer, pois se você está pedindo é porque é importante. Dizer: Chega! Não vou agir à qualquer custo.

2 comentários:

  1. Tanta pressa pra chegar a lugar nenhum. Essa correria do dia a dia não nos torna nada melhor do q já somos. Concordo com vc, deve se ter limites para td e as pessoas deviam dar mais importância e atenção umas as outras.
    Ótimo texto, gostei!

    Beijos.. =)

    http://rejane-ferreira.blogspot.com/

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  2. Olá Anselmo,

    Ao dizer que não culpa as pessoas, pois na verdade elas são vítimas do sistema em que estão inseridas, você me fez lembrar de uma afirmação de Celso Charuri, criador da Pró-Vida.

    “Homens que são produto do meio são homens pequenos, minúsculos e imperfeitos. Se vocês pretendem um Mundo Melhor, é necessário que homens melhores sejam preparados, pois o meio é produto do homem e não o homem produto do meio. Modifiquem o homem e o HOMEM modificará o meio.”

    Pode ser duro admitir, mas, na verdade, somos vítimas de nós mesmos. Ao alegar que não somos “culpados” pelo que nos acontece, a nossa pretensão é nos eximirmos da responsabilidade de participar na melhoria - como você diz – da intitulada “sociedade” na qual vivemos. Se o lema é “cada um com seus problemas” – também conforme você diz -, realmente, nós não vivemos em uma sociedade e uma comparação com dois dos significados da palavra sociedade reforçam esta afirmação.

    1. Meio humano em que o indivíduo se encontra integrado.
    2. Relação entre pessoas; vida em grupo; participação, convivência, comunicação.

    Concordo com você quando diz que “o problema é que o homem não percebe que é muito melhor viver em sociedade”. E mudaria uma palavra quando você diz que: “as pessoas que integram (compõem seria mais adequado, pois como você diz não há integração) a sociedade não se integram com ninguém”. Sim, conforme você diz, “a sensação que dá é a de que somos inimigos uns dos outros”.

    Com exceção do trecho inicial onde você “livra a cara” das pessoas e as coloca como vítimas do sistema, concordo com o que você diz em seu post. Como diz aquela música (“Será?”) da Legião Urbana, “nos perderemos entre monstros da nossa própria criação”. Criação por participação ou por omissão.

    Na trilogia O Senhor dos Anéis há três afirmações que, se fossem compreendidas, nos fariam mudar de atitude em relação a nossa participação na melhoria do mundo em que “sobrevivemos”. São as seguintes:

    1. Não há liberdade sem sacrifício.
    2. Não há vitória sem sofrimento.
    3. Não há triunfo sem perda.

    Desculpe-me por ter opinado sobre a sua breve crônica com uma demorada exegese, mas o seu texto está bom demais e eu poderia até falar mais sobre ele.

    Abraços,
    Guedes

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Não sou o "dono da verdade", portanto, estarei sempre disposto a ouvi-lo(a)...