Só falta você!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O Ato De Colocar-se No Lugar Do Outro



É isso aí! Você já cogitou a ideia de se colocar no lugar de alguém que enfrenta algum tipo de situação difícil? Este é um exercício muito interessante para pessoas egoístas.


Infelizmente, falta isso nas pessoas. Essa compaixão, esse ato um tanto quanto altruísta de uns para com os outros. 


Se fosse mais utilizado ajudaria a solucionar vários problemas dos mais simples até os mais complexos, uma vez que cada um procuraria ter cuidado em suas atitudes, analisando previamente ambos os lados, e é exatamente aí onde se encontra a origem dos problemas. Na falta de cuidado ao analisar pelo menos dois lados existentes, ou seja, sua mente deve funcionar como um mediador afim de conciliar os que se repelem.


Mas voltando ao cerne da questão, digo que se mentalmente ficarmos por alguns instantes "na pele" de alguém, sentiremos de fato o "drama" alheio, e isso com certeza nos fará entender e respeitar melhor as coisas.


Experimente mais este exercício, evite uma "blindagem mental" que por sinal é apenas uma falsa impressão de que você estará sempre fora de certas condições, pois assim você diminuirá drasticamente o seu lado egoísta e passará a entender melhor as pessoas com as quais convive e consequentemente você terá vontade de ajudá-las.

5 comentários:

  1. As vezes, somente pensar não basta, o exercício mental perde a finalidade se não houver qualquer ação. Antes de nos importar, temos de agir pelo outro, parece hipocrisia... mas funciona.

    Ajudando, nos envolvemos, nos importamos. Agora, exercitar a nossa boa vontade apenas no mundo das ideias só aumenta o nosso egoísmo, o altruísmo é um narcisismo mascarado.

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  2. Acorda, meu amigo, não pensamos em outra perspectiva que não a nossa, por mais que tentemos entender o mundo pelos olhar do outro, contamos com apenas um par de olhos.

    Achar o contrário, que existe uma empatia total e irrestrita, que sentimos as dores alheias, é enganoso. Colocar-se no lugar do outro, simular o outro, fingir, só serve para que possamos nos sentir bem com nós mesmos, nós sentir melhor do que os outros, que de repente temos mais consciência moral, que somos mais altruístas... idolatrar a própria imagem não tem outro nome

    É narcisismo.

    A prova disso é que esses sentimentos todos são lugares comuns, converse com qualquer um e este vai lhe dizer que já fez esse "exercício", e ainda assim, as coisas são como são, um mundo egoísta de pessoas egoístas.

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  3. Hahaha!

    Olha cara, você ainda não entendeu!

    Você está neurótico com a palavra "narcisismo". Cara, longe disso o texto sugere que sejamos menos egoístas em nossas vidas, não trata-se de "fingir" sentir algo alheio, mas sentir de fato! Ah, meu amigo nada como sentir na própria pele o drama, basta ter capacidade imaginativa. Se eu lhe pergunto como você se sentiria no lugar de um mendigo, sem ter o que comer, sem abrigo da chuva ou frio, sem segurança, claramente que você responderia que seria péssimo! Então não refere-se a fingimento, ou idolatria própria, mas serve como uma dica. Só isso!

    Agora desprezo sua opinião quanto ao mundo. Pois se "as coisas são como são", por que está discutindo este assunto? Enfim, eu procuro ser uma pessoa melhor a cada dia, e como qualquer pessoa faço parte deste mundo e não sou egoísta.

    Espero que tenha entendido.

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  4. Olá Anselmo.

    Aqui vai a minha exegese sobre mais um de seus posts interessantes.

    Colocar-se no lugar do outro é algo que pode ser interpretado de algumas maneiras. Pode ser tentar entender, e até aceitar, algo que outro tenha feito e que nós reprovamos. Pode ser avaliar se gostaríamos que fosse feito conosco algo que pensamos em fazer com outros. O que não deve ser é fazer pelo outro o que a ele compete fazer.

    O “escritor em treinamento” diz que “somente pensar não basta, (...), que antes de nos importar, temos de agir pelo outro. Ajudando, nos envolvemos, nos importamos”.

    Realmente pensar não basta, mas é o primeiro passo. Mas agir antes de nos importar não faz o menor sentido. Ninguém age a favor daquilo com que não se importa. É ao nos importarmos que nos envolvemos e nos dispomos a ajudar. Importar-se vem antes de envolver-se, e não o contrário.

    “Não pensamos em outra perspectiva que não a nossa, por mais que tentemos entender o mundo pelo olhar do outro, contamos apenas com um par de olhos. Achar o contrário, que existe uma empatia total e irrestrita, que sentimos as dores alheias, é enganoso”, diz o “escritor em treinamento”.

    Sim, temos apenas um par de olhos, mas olhar o mundo pelo olhar do outro não precisa de outros olhos. Olhar o mundo pelo olhar do outro é ter compaixão e está entre as coisas essenciais da vida. E como diz Antoine de Saint-Exupéry, “É apenas com o coração que se pode ver direito; o essencial é invisível aos olhos.”. É por não possuir tal tipo de visão que vivemos em “um mundo de pessoas egoístas”.

    Seu post não diz que somos pessoas altruístas, e sim, “sugere que sejamos menos egoístas”. Foi isto o que eu entendi, mas colocando-me no lugar do “escritor em treinamento”, aceito que ele tenha entendido de forma diferente. Afinal, somos todos “seres humanos em treinamento”.

    Um abraço,
    Guedes

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Não sou o "dono da verdade", portanto, estarei sempre disposto a ouvi-lo(a)...