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domingo, 4 de setembro de 2011

O Poder Do Entretenimento


É incrível o poder que representa o ato de entreter as pessoas. Geralmente o entretenimento é direcionado à massa, e é exatamente aí que consiste o tamanho desse poder.

Hoje, nossas vidas são baseadas no entretenimento, o nosso objetivo principal ao trabalhar é garantir o nosso sustento, logo em seguida vem o nossos interesses de entretenimento em geral, tais como: cinemas, parques de diversões, restaurantes, shoppings, eventos em geral e etc. Tudo é entretenimento, estamos cercados, imagine se as pessoas que gastam 1 hora por dia assistindo a novela, usassem este mesmo tempo para procurar conhecimento, certamente que seriam pessoas melhores socialmente, inclusive é bem possível que teriam esta consciência do que nos cerca.

Todavia, é evidente o tamanho deste poder, pois além de nos influenciar em nossas decisões da vida, ele é um dos principais objetivos que nos faz trabalhar, que nos faz viver para ele.

No capitalismo o entretenimento é uma peça muito importante, afinal ele coopera com o "controle" de cada pessoa que compõe uma nação.

Então, se tomarmos consciência disto também, não deixaremos que nos controlem, ou seja, nos comprem com coisas tão supérfluas, e que nos torne "escravos do sistema", impedindo que possamos ser verdadeiramente livres e que tomemos conhecimento do "real viver".

A sociedade vem há muitos sendo controlada, sobretudo comprada pelo poderoso entretenimento, então a mensagem que desejo deixar é a de que você tenha CONSCIÊNCIA do que está sendo feito infalivelmente para "desviar" nossa atenção da verdadeira vida, portanto não permita ser infectado pelo "vírus" conhecido como entretenimento.

Um comentário:

  1. Olá Anselmo,

    Sim, estamos vivendo a cultura do entretenimento; da distração. Vivemos em uma sociedade que faz de tudo para manter as pessoas distraídas, pois assim elas não percebem a falta de sentido inerente à maioria das atividades profissionais e das opções de vida que lhes são “oferecidas”.

    Concordo com o que diz Mário Bortolotto em uma reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo.

    “A diversão não me incomoda, muito pelo contrário. Gosto de me divertir e gosto de ver as pessoas se divertindo. Mas o desespero me incomoda, e a alegria se revela paradoxal, como se fosse necessário assistir a todos os shows, beber todas as cervejas e estar onipresente nos lugares. E, obrigatoriamente, se divertindo muito. Essa é a regra, não é? (...) Continuo achando que há algo estranho numa sociedade que precisa ‘desesperadamente’ se sentir aliviada e feliz por algumas horas. Não deveria esse ser um direito nosso o ano todo?”

    A leitura do seu post também me fez lembrar de uma passagem do livro "Sede de Sentido", de Viktor Frankl.

    “Uma das minhas doutorandas em logoterapia da Universidade de Viena, que hoje reside e trabalha na República Federal da Alemanha, pôde estabelecer estatisticamente que no Wurschtelprater de Viena, um parque de diversões da capital austríaca, o índice de frustração, de vazio existencial, é significativamente mais alto do que na média da população vienense. Isto significa que as pessoas que se sentem frustradas na sua vontade de sentido tendem a refugiar-se em diversões baratas.”

    Sim, conforme você diz, o entretenimento é algo muito poderoso usado para nos distrair e "desviar" nossa atenção das coisas que, realmente, deveriam interessar a quem ainda almeja viver em um mundo melhor.

    Um abraço,
    Guedes

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Não sou o "dono da verdade", portanto, estarei sempre disposto a ouvi-lo(a)...