Só falta você!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Apanhado de frases pessoais


Seguem algumas máximas de minha autoria que deliberei por expô-las:

Durante toda sua vida você pode mudar muito, porém uma coisa permanece imutável para todo o sempre: a sua essência.

Nunca subestime a idiotice e a maldade, ambas são comumente praticadas.

Como eu posso existir para o mundo se ele não me dá chances para se apresentar?

Reclamar do que está errado é tarefa simples para qualquer um, mas até quando as pessoas estão dispostas a sacrificarem-se pelo bem geral?

Não é ilusão extinguir o capitalismo, ilusão é acreditar no capitalismo.

Quem não ousa só repousa.

“Moradores de rua” não existem. O que existem são pessoas que foram cruelmente abandonadas na rua devido a um sistema perverso.

A revolução começa a partir do momento que o homem deixa de servir o homem.

O problema não é a pobreza de dinheiro, e sim a de caráter.

Antes morrer rebelando-se, do que viver uma vida inteira de escravidão.

Mal sabem os jovens que a política é mais fácil do que a matemática e menos entediante do que a química.

A arte é algo que todos têm o direito de desempenhar.

Os seus apegos são os seus pontos fracos.

A alienação é o que existe de mais repugnante.

A verdade não é para qualquer um, tão-somente quem atinge o ápice da humildade pode aprender com ela.

A idolatria é uma mania que as pessoas têm. Esse equívoco faz com que elas elevem um determinado indivíduo humano a um nível ultra-humano, ou seja, algo que ele não é. 

A ignorância que os homens tinham no passado serve-nos para demonstrar o quão retrógrados nós somos em relação ao nosso tempo atual.

Os arrogantes são muito mais adorados do que os humildes.

Em princípio, vale muito a pena ler qualquer livro, seja ele de cunho romanesco ou acadêmico, todos eles de certa maneira, acrescentam a cada indivíduo.

A melhor crítica é fazer melhor.

A religião é como uma escultura de fezes, isto é, ela é relativamente bela por fora, mas fede e todos que nela trabalham são sujos capazes de transmitir moléstias.

O ser humano é um bicho tão assustadoramente hipócrita que é comum ele dizer uma coisa e fazer outra, e no fim disso ele ainda sorri.

A tríade: omissão, hipocrisia e individualismo, constituem perfeitamente o homem atual. 

O primeiro passo para deixar de ser alienado e/ou capitalista é admitir que você é um deles, entretanto, ninguém assume.

Pessoas sem brilho não reconhecem pessoas brilhantes.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A vida monótona como ela é


E se imaginássemos um mundo revolucionado, com toda vastidão de materiais teórico-socialistas e anarquistas operando na prática dos diferentes países. Seria de fato maravilhoso, finalmente o mundo experimentando o grande avanço que lhe faltava, no entanto, doravante surge um outro fator instigante relacionado a este porvir tão cobiçado. Afinal, quais intempéries restariam aos homens a fim de serem arrostadas? 

Ora, um mundo devidamente socialista, onde a terra e o pão pertencesse igualmente a todos os filhos do mundo, e por sua vez, anárquico, onde todas as pessoas pudessem fazer valer os seus critérios. Bem, é claro que o mundo não se tornaria perfeito, mas seria esse o seu único duto de salvação dada a grandeza a que se atingiu a sociedade global.

Portanto, já levando-se em conta a dureza do processo de adaptação para esses dois sistemas específicos, prevejo como a nova complicação para o homem no estágio pós-socialista e anarquista, a monotonia da vida.

Os homens estão muito ocupados com os embaraços atuais, que até parecem estar presentes desde sempre. Alguns se queixam da precariedade das condições humanitárias mais básicas, outros falam acerca de investimentos em tecnologias de ponta. Isso tudo vai mascarando o sentido vital em si. As questões filosóficas mais retrógradas estão pendentes até hoje, pois o homem inteligentíssimo não parou para pensar sobre elas. O fato é que enquanto a pergunta: "qual o sentido da vida?", não for solucionada, se é que um dia será possível, nenhuma das outras coisas poderão fazer sentido algum.

Logo, a "monotonia" à qual me refiro, obviamente que existe desde já, haja vista esse tirocínio incutido no homem por ele mesmo de trabalhar para sobreviver e reproduzir incessantemente, obedecendo a uma ordem inventiva. Mas ainda, a pergunta quanto ao sentido, mata qualquer ação motivacional do homem continuar com o que ele chama de "viver".  

Uma vez que, não sabemos do sentido da vida, ela é mais do que monótona, ela é um grande mistério. O que racionalmente falando, não tem significação alguma. Não importando se seu nome entrará para o rol histórico-humano através do reconhecimento de suas façanhas, pois de que servirá isso se não temos para onde ir?   

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Alimentando-se de ideias


Da mesma forma que Sócrates em suas andanças disparatadas pela Grécia Antiga, mais especificamente na cidade-estado de Atenas, onde o sábio indagava com questões filosóficas as pessoas que surgiam ocasionalmente em sua frente, eu identifico-me muito com essa ação.

Se Sócrates se dizia parteiro das ideias das pessoas, isto é, um intermediário entre o saber e os indivíduos, eu particularmente me sinto também sobre essa linha tênue, talvez por minha paixão ao pensar, a reflexão que, diga-se de passagem, não me foi necessário um mentor real, se não os dos próprios livros. Logo, confirmo que não é possível fabricar filósofos feito enlatados, o que somente pode haver é um processo de auto-formação.

Eu sou um sobejo defensor da ideia de que as pessoas são todas elas interessantes, embora os indivíduos inteligentes sejam mais atraentes, eu diria que até o mais ignorante de todos sempre tem algo a oferecer, isso é irrefutável. E pela razão de tanto eu como Sócrates, valorizarmos as pessoas como elas merecem, muitas vezes acabamos caindo em subestimação, exata e paradoxalmente por parte das próprias pessoas às quais dedicamos o nosso respeito, isso fica clarividente quando as atabalhoadas pessoas do mundo moderno dizem comumente: "outra hora conversamos", ou "outro dia", sem esquecer aquele: "desculpe, mas estou sem tempo agora", ou até de modo mais áspero como o "eu tenho mais o que fazer". Enfim, até Sócrates sofreu com isso em seu tempo, e hoje em dia isso só piorou. Mais do que nunca, instaurou-se a cultura do "Eu tenho mais o que fazer".  

O fato é que as pessoas adiam as conversas filosóficas devido ao fato delas serem pragmáticas demais. Por essa razão que elas veem o mundo de modo tão leviano, simplório e desleixado.

A minha identificação com quem é nada menos do que o principal filósofo já existente, não se reduz até aí. Quero dizer que Sócrates ao abordar abruptamente os seus concidadãos atenienses, significa antes de mais nada que ele buscava retirar algo das pessoas para si, como se fosse alimentar-se delas. É por isso que ele se esbaldava de comunicação, não obstante, eu também adoro interagir com gente. Portanto, assim como ele, eu sinto fome de pensamentos. 

Assim como o filósofo ateniense, eu sou capaz de passar horas conversando e só me dou conta quando sou interrompido pelo ruído estomacal do apetite, daí maquinalmente imagino que os colóquios poderiam também nos fornecer fibras alimentares suficientes para nos manter vivos. Ah, mas infelizmente a natureza não funciona assim. 

Pode ser que seja um tanto quanto pueril a minha idiossincrasia, enfim, eu sou assim mesmo, não permiti sucumbir a criança dentro de mim. De modo que a minha perspectiva deflagrou a questão de consumir ideias, imagine você como seria se os seres humanos ao invés de comida, alimentassem-se de ideias? Seria maravilhoso!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Apologia ao povo


Todos que me conhecem, sabem que detenho um sentimento especial para com o povo. É uma coisa muito superior a simples empatia, de modo que isso me incute, anseia-me a desenvolver o texto que se segue. 

Que tal começarmos pelo próprio termo? Ora, a palavra "povo" não seria promíscua demais? Com efeito, é uma forma não só muito consuetudinária como também abrangente de se referir às pessoas. No entanto, para bem definir a direção de minha homenagem, é necessário chegar antes a uma descrição do que vem a ser esse tal "povo", para se explanar melhor o que é que eu estou amando.

Para mim, o povo não se resume a leviana concepção de conjunto de pessoas, sendo-me mais profundamente entendido como classe. Logo, significa que o meu amor é destinado a minha categoria, a minha gente, a minha identificação.

Seguindo adiante, eu faria uma analogia do povo como uma criança que mal-educada, torna-se a principal vítima de si mesma. Ou seja, pela razão de não ter acesso a uma instrução decente, a criança, ou o povo, não se desenvolve tanto quanto poderia. 

Todavia, onde é que eu me encaixo nessa história? Bem, independente deu fazer parte dele, eu ao mesmo tempo sou consciente da minha condição plebeia, isso me torna uma rara exceção. E como exceção, eu jamais busquei me afugentar, tampouco me senti inferior. Aliás, para mim é uma inestimável honra fazer parte dos indivíduos responsáveis por todas as construções que nos cercam, pelo plantio e colhimento dos alimentos que nos sustentam diariamente,  e também pela gente que nos faz rir com sua infinita criatividade, enfim, por todos esses que fazem a vida ser viável nos mais diversos sentidos.

Então, identifica-se como povo, todos aqueles que se submetem à ordens. Nós somos o povo, portanto, para amar o povo é preciso amar a si mesmo.

Atenção para as falsas declarações de amor destinadas ao povo. Para nota-las, basta reparar o teor e a forma a que se referem ao povo, para clarificar isso, é quando o demagogo menciona "povão", pois este termo é torpe, e denota implicitamente o nojo, o desprezo para com as pessoas que compõe o elemento povo.  

O amor pelo povo só se torna verdadeiro quando num sentindo mais amplo, ou seja, o afeto deve ultrapassar as divisas de seu estado, as fronteiras de seu país, a fim de chegar muito mais longe, ela deve alcançar a todos, isto é, a humanidade. Portanto, é possível dizer que quem desperta um sentimento de amor pelo povo, ama necessariamente e sobretudo a humanidade.

Ainda em analogia, o povo é digamos uma criança ingênua, que exatamente por ser tão inocente, não sabe que unido torna-se uma força insuperável, mal sabendo que somente a força divina é a única acima de si. 

O povo é tão puro que é incapaz de perceber que está inserido num sistema dominador, onde ele é quem exerce o papel de dominado. Por isso, inconscientemente ele se auto-flagela, ele  não entende a si mesmo, de modo que aponta contra o próprio peito dizendo que é um bandido e que merece apodrecer na cadeia. Isto é, ele não tem noção de onde se origina a culpa, ele não sabe que o que ele é ou o que ele poderá ser, está estrita e friamente calculado por quem o governa. Logo, seria cego e hipócrita dizer que o povo não é ignorante, pois o povo é tão mentalmente pobre que não sabe discernir o que é ruim ou bom para ele mesmo, logo os erros cometidos pelo povo, por mais bárbaros que sejam são completamente perdoáveis.

Obviamente que o povo é imperfeito, não obstante, sempre o será. Eu porém, aceito os seus acertos, bem como as suas falhas.

A razão pela qual torna o povo imensamente severo e intolerante consigo próprio, é a sua burrice que, por sua vez, é ocasionada pelos governantes que além de faltar com o auxílio, utilizam-se de meios a fim de impedir o acesso a cultura e consequentemente bloquear o crescimento intelectivo populacional.

Talvez, o principal motivo que faz fervilhar compaixão em meu âmago por este povo, é precisamente o seu excesso de credulidade. Meu Deus! Alguém deve se sensibilizar com a estupidez do populacho e a partir disso acudi-los!

Para fechar, digo que apesar deu amar a "criança-povo" com todas as minhas forças, eu não estou aqui para assumir-me como o pai dela, eu apenas me solidarizo com essa criança, aproximadamente como um irmão mais velho eu diria. Eu enxergo zelar por ela como minha missão vital. 

Por fim, eu só desejo ver essa criança emancipar-se, governando a si mesma, sendo capaz de guiar-se sozinha com as suas próprias pernas, pensar com a sua própria cabeça. Pois que vamos dar a essa criança o que ela tanto precisa! Pois que vamos dar o seu devido valor! Pois que vamos educa-la para finalmente se tornar adulta!

E finalmente, por essa série de razões que eu sou capaz de viver e morrer pelo meu povo. Eis aqui, a textualidade mais altamente engajada de minha vida toda. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O medo e o respeito


Existe uma relação considerável entre os sentimentos de respeito e medo. Eu diria até que em grande parte das vezes o respeito é movido pelo medo. Isto é, alguns indivíduos só respeitam o outro por temê-lo e não pela devida estima que merece um ser humano.

Isso quer dizer que as pessoas respeitam sobretudo o que é autoridade. Muito mais do que um indivíduo que inspira dignidade com sua honestidade, sabedoria, moralidade entre outras virtudes. Em outras palavras: ter um caráter exímio não vale de nada.

Também é reconhecível que a tal autoridade é aplicada nas crianças em troca de respeito, como o responsável que aumenta o tom de voz para fazer valer a sua firmeza ao falar com o filho. Até aí tudo bem no entanto, tendo em vista que as crianças estão numa fase de aprendizagem da vida, ou seja, há a ressalva para as crianças que em sua idade é natural que necessitem de uma certa dureza exercida pelos seus pais, mas que paulatinamente vai se esvaindo conforme a criança cresce mentalmente.

A mesma regra porém, não deve valer para indivíduos adultos, ou seja, aqueles que já passaram pela fase infantil onde já deveriam ter aprendido a respeitar sem ter o medo. Todavia, não é o que se vê em boa parte das relações entre adultos, onde o um homem já crescido espera saber acerca das qualificações teóricas do outro para dosar o tamanho da cordialidade que deve empregar na relação para com outrem. Se caso se tratar de um simples empregado o tratamento é chulo, ou se caso for um homem do alto escalão, o tratamento certamente muda, tornando-se muito mais respeitoso. Portanto, o respeito em geral para com o outro é adequado frente aos diversos tipos de hierarquias existentes.

Logo, é possível afirmar que o respeito das pessoas não se ganha, e sim é imposto autoritariamente.  

Respeitar alguém só porque ela lhe oferece algum perigo é erradíssimo. Isso só vai extenuar ainda mais o autoritarismo exercido sobre ela própria.

Além disso, do mesmo modo que o respeito é incitado por meio do autoritarismo entre as patentes sociais, ele também é comprado. As pessoas respeitam muito mais um indivíduo que possui um carro importado do que um homem solidário que doa sangue regularmente. 

Se as pessoas só respeitam quem lhe impõe receio, elas não vão mais valorizar os requisitos para um sujeito verdadeiramente respeitável. Ou seja, a imposição de respeito pelo poder acaba sendo contributiva para um processo psicológico que se dá em cada indivíduo, tanto pelo que o inflige, como o que diz: "você sabe com quem está falando?", quanto pelo que atende ao referido dito reclinando a cabeça para baixo medrosa e respeitosamente.

Gostaria de salientar por fim que, não se preocupe com as pessoas que não lhe respeitam, por mais que você o mereça, pois essas pessoas não respeitam nem aos seus próprios pais, nem sequer a Deus.

Cuidado com os pronomes de tratamento, pois ninguém é senhor de ninguém. O verdadeiro Senhor está no céu.


E o mais pertinente: é grotesco se sujeitar ao papel de respeitar por obrigação, portanto não respeite as pessoas simplesmente pelo fato delas serem doutoras ou PhD's. Mas o que realmente importa e merece o respeito de todos nós, sãos as atitudes que as pessoas tomam ou deixam de tomar. Eu diria que é a bondade o crucial e intrínseco fator de mérito.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Os dois principais problemas do mundo atual


Nossa! Ante a um mundo imbuído de embaraços como é esse, não é tarefa simples selecionar os dois problemas mais aflitivos da humanidade. No entanto, eu escolhi pontuar acerca de dois tópicos que provavelmente você se identificará: a violência e a miséria.


Iniciando pela violência que por sua vez varia muito de grau, entre as suas diversas estirpes, digo que as armas de fogo são os inventos humanos mais catastróficos. O que contraria o que muitos pensam ser a imprensa a maior invenção da humanidade, sendo que em análise, fora o primeiro disparo de arma de fogo que revolucionou o mundo como nunca antes.


Os revólveres, as pistolas, os rifles, as metralhadoras, as armas de destruição em massa e assim evolutivamente, representam a maior violência existente do homem para com o homem. Tão imensa quanto essa violência, é a sua covardia, pois diferente da era medieval em que os homens pelo menos digladiavam entre si usando espadas, hoje eles são banalmente mortos desde esquinas até o lado de dentro de suas próprias casas. Ou seja, não há como se defender de um projétil vindo em sua direção, logo, isso faz da arma de fogo o objeto mais poltrão de todos, este é portanto o instrumento de maior violência, e para piorar ela ainda é agravada pelo fato de estar acessível às mãos de qualquer um.


O poder de fogo é o maior atentado contra a vida humana. Pois que dizimem essas malditas armas ou acabaremos dizimando a nós mesmos, desde as bombas atômicas até o revólver de calibre mais delgado, desde as ogivas nucleares até as munições.


Já a miséria está revestida pelo regime socieconômico. Isto é, engana-se quem pensa que a miséria é um mal inevitável, pois a causa deste mal é o sistema capitalista global, à qual a grande maioria dos países são coniventes.


Sem esquecer que, essas mesmas armas estão completamente conexas com o regime capitalista, uma vez que são usadas para roubar ou para "se proteger" do roubo. 


É o capitalismo que permite que algumas pessoas vivam sob um estilo exagerado, ao passo em que os outros não possuam nem o que comer. 


O capitalismo é um regime de escravidão, cujo princípio básico é a exploração do homem pelo homem. A sua expressão mais canalha a define muito bem: "Manda quem pode e obedece quem tem juízo."


Dentre muitos outros, estes são os problemas que de longe mais assolam a humanidade. Mas de que serve apontar duas coisas que já estamos fartos de sofrer, às vezes através dos boletins, às vezes na própria pele. Contudo, se há duas grandes complicações, elas têm de ser enfrentadas. Logo, assim como há causas, há os causadores. Portanto, deve haver um trabalho conjunto, onde todos concentrem os esforços no bem comum. Deixemos de lado por um instante os entretenimentos, sejamos menos hipócritas. Chega de mentir para si mesmo. Não espere que um desses males lhe afete diretamente para se comover. 


Lembre-se de que sempre é possível contribuir de alguma forma, altere o meio em que você vive de modo que ajude a exterminar cada um destes males. Afinal, a maneira com a qual o mundo funciona hoje é uma força resultante de uma soma de impactos individuais.


Concluindo, se temos dois grandes problemas para enfrentar, eis que se seguem em ordem de importância: as armas de fogo e o capitalismo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A pressão popular


Na sociedade acabamos sofrendo pressão social o tempo todo no que se refere a nossa pessoalidade. A questão é: até quando agimos sob pressão popular? 


Tão intenso quanto a coação que a sociedade nos impõe, é demasiada também a sua intolerância, o seu preconceito, o seu conservadorismo. 


De acordo com os preceitos da nossa sociedade não seríamos desiguais, quereríamos sempre as mesmas coisas, seguiríamos a risca o perfeito trajeto de início, meio e fim. É por isso que a sociedade instaura uma forma de opressão sobre cada um de seus componentes, ditando o que deve ou não ser feito. Sumariamente ela atropela as nossas preferências, os nossos sentimentos. Contudo, não podemos ceder a pressão que ela grosseiramente nos coloca, pois se não resistirmos, estaremos deixando de ser o que nós somos de verdade, o que nós viemos ser. 


A sociedade humana é morbidamente invasiva e inflexível. 

Por mais que alguém a mereça, a vaia generalizada é muito cruel contra um só indivíduo, ela é de uma covardia tremenda. Essa crueldade está no mesmo nível do ato de isolar um sujeito.


É evidente que, é muito árduo abarcar toda essa pressão, já que exatamente por se tratar de uma sociedade, ela é enorme demais para uma única pessoa. Tendo em vista a injusta batalha, normalmente sucumbimos ao tentar combatê-la e acabamos ignorando as nossas características para acatar o que a sociedade exige de nós.

Raras são as pessoas dispostas a enfrentarem a opinião pública. Virtuoso é quem faz algo sem se importar com a aceitação das demais pessoas. Pois é preciso muita coragem para expor a cara para a população sabendo-se que está correndo um risco iminente de sofrer uma dura bofetada nela. 

Não é fácil como dizem ser, simplesmente ignorar o que as pessoas comentam ou murmuram sobre você, afinal ninguém quer ser odiado. Nada como se sentir querido pelos outros.


Agora, como saber até quando estamos agindo com pressão sobreposta? Quando determinada escolha que você toma não condiz com o que você realmente gostaria, ficaria mais à vontade, significa que você está agindo sob pressão social. Logo, pode-se afirmar que todas as medidas que partem de dentro de nós e vão até o contexto social, estão fatalmente vulneráveis às repercussões que possam receber. Isto é, as ideias originais que produzimos são corrompidas para se adequarem ao modelo social, transfigurando-se em relação ao que eram inicialmente.

A pressão popular é culpada por tanta encenação entre as pessoas. Logo, pode ser tranquilamente afirmado que a hipocrisia é o principal derivado da pressão popular.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O esquecer



É impressionante como as coisas vão passando por nossas vidas a uma velocidade estupenda, mormente a quantidade de experiências que vivemos, e somente uma parte disso é mais duradoura, talvez as mais profundas, enfim, estamos todos  suscetíveis a sofrer com a incontrolável evaporação de conteúdos vários que recolhemos e que acabam por perderem-se no ar, convertendo-se em simples reminiscências.  

Diariamente acumulamos informações, é bem verdade que muitas delas não passam de lixo, de qualquer modo, todas elas ocupam espaço em nossas mentes. A sensação que tenho é que assim como os computadores modernos que usamos, nós inclusivamente também possuímos um limite para armazenar dados. Ou seja, se um PC possui um disco rígido com determinada capacidade, a mente humana também dispõe de uma memória limitada.

A questão é que diariamente ao mesmo que arrecadamos também estamos esquecendo as coisas, as cenas às quais presenciamos, os episódios que vivenciamos, as páginas de um livro que lemos nem se fala, enfim, até as dúvidas de português ressurgem.


Concluo, contudo que, a memória humana está em constante ablução. Lições importantes que pelejamos para aprender, são facilmente substituídas pelas próximas da fila. 


Esquecer também aquilo que um dia com veemência pregamos, é chato, ou talvez um indício de que necessitamos rever os nossos antigos conceitos, eis esta uma grande oportunidade de aprimora-los.


Olvidamos muito, é uma pena. Pois se fosse possível poupar tudo aquilo que é aproveitável, conservaríamos o nosso apogeu. Entretanto, assim como o humor, oscilamos também o nosso caráter, haja vista que por vezes esquecemos o bem que antes praticávamos. 


Ter filosofias frescas entre frases prontas à mente é sem dúvida majestoso. Porém, nada como a espontaneidade, surpreender-se consigo mesmo e aos outros, sem necessidade de resgatar nada do fundo do famoso baú, fazendo valer o inusitado.


Embora seja natural, eu ainda receio esquecer as coisas, eu gostaria muito de poder evitar isso, aumentando a minha capacidade memorial como mencionei acima, e preservar tudo aquilo que for de bom para si.

Por fim, resta-nos se conformar com os inevitáveis lapsos de nossas memórias que vierem a ocorrer conosco. Mas eu ainda acredito que o esquecimento seja útil para fazer o ser humano reaprender sobretudo a sua humildade, ou seja, admitindo o que não sabe mais e a tolerância, exigida para que se aprenda o mesmo novamente.


Pois bem, então aqui estou eu completando mais este texto, cujos sentimentos esquecíveis meus, ao menos foram descritos antes que eu os esquecesse de disserta-los.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A generalização branca do homem



Qualquer forma de generalização é perigosa e condenável, no entanto, vê-se ordinariamente a vulgarização do termo torpe: "homem branco".


Primeiro, o que vem a ser o chamado homem branco? Logicamente que tal termo vai além da cútis, ele na verdade denota exploração, isto é, entende-se como homem branco aquele que é dominante. 

Contudo, inegavelmente eu sou branco assim como todos nós somos. Entretanto, pertencemos a categoria dos "explorados modernos". Historicamente, o homem branco desbravou o mundo inteiro quando ele lhe era obscurecido, de mares à oceanos, de ilhas à ilhotas, de nações à continentes, não satisfeito ele seguiu com o processo, mesmo embora já estivesse com o mundo todo dominado em suas mãos, os homens brancos passaram a explorar a si mesmos.


Isso aqui não trata-se de imputar demérito quanto aos engenhos executados pelos homens brancos ao longo do tempo, pelo contrário, digo-lhe que todos nós devemos à estes mesmos homens do pretérito o mundo que usufruímos hoje, tanto as coisas boas que herdamos quanto as coisas ruins.


Portanto, meu intento aqui não é traçar um caráter maligno para os nossos descendentes e criadores da civilização, gostaria somente de pontuar o seguinte: uma vez que compomos uma civilização, podemos ser classificados como parte dos homens brancos, logo, somos também os culpados pelos lapsos da sociedade. Se não somos exatamente os culpados pelos erros de um passado, hoje certamente somos responsáveis pelas consequências de um futuro. Além disso, como disse o problema é que o homem não parou de explorar, eu diria até que ele acabou intensificando o seu modo de exploração, quer dizer: ele substituíra as misteriosas terras por pessoas, onde o homem explora a si próprio, seja com o capitalista que detém o poder de compra, seja com o indivíduo inconsciente  e por essa razão: cúmplice, que se vende ao capitalista resumindo-se em uma mercadoria.


Da mesma maneira que é fácil isentar-se dos erros cometidos pelos brancos assumindo o papel da vítima, é tarefa simples generalizá-los por suas atrocidades. Saiba que ao criticar o homem branco, você estará criticando a si mesmo.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A explicação para o mau gosto



Admitamos: o mau gosto existe. Entretanto, não fomentarei aqui o meu gosto que embora seja bom, ele ainda possui lá suas lacunas, afinal, como é sabido de todos: o ser humano é defeituoso.


Pois bem, aceitando o fato de que todos nós estamos vulneráveis perante ao mau gosto, automaticamente admitiremos que podemos retroceder a isso, sendo que a única forma de se esquivar de uma opção infeliz é eliminando-se a sua ignorância. Isto é, quando se é ignorante em um determinado assunto, a sua suscetibilidade para desenvolver maus gostos é ampliada.


Portanto, o mau gosto nasce do desconhecimento. Enquanto não estivermos penetrados em um universo, não conseguiremos entendê-lo, e para isso é preciso ter boa vontade para buscar acessá-lo.


Não tem jeito, dentro do campo de uma arte existem elementos que superam uns aos outros, e para tirar a limpo tais medidas é necessário antes que se conheça as diversificações das coisas. Ao passo que na sociedade atual, o que vemos abertamente é um falto de conhecimento das pessoas para com as modalidades de seus respectivos agrados. É como julgar uma comida que você jamais provou, dizendo logo de cara que ela não é de seu paladar. E isso é muito mais banal do que se pensa, pois não somente para as iguarias, a maioria das pessoas não buscam conhecer as coisas a fundo.


Não trata-se de uma questão simples de preferência. Basta ver que, ordinariamente uma maioria de indivíduos se satisfaz com as primeiras impressões, em ver só um pouco. Ocorre que há um espécie de estagnação mental, isto é, preguiça para conhecer o que é novo, à medida que ela poderia se tornar muito mais sagaz e melhorar a sua forma de apreciar com as experimentações diferentes que faria.


É isso, a fórmula para se ter um gosto bom é não se acomodar nunca e estar sempre movimentando-se, procurando saber acerca de universos por ora inéditos para você. Até porque a diversidade das coisas existem exatamente para que não tenhamos que viver em um mundo constantemente previsível e monótono. Isso seria insuportável, não sei como as pessoas contentam-se em dominar meia dúzia de assuntos, sendo que há uma infinidade de componentes interessantes.


Aprenda que, por mais que seu nível de conhecimento seja significativo, nunca será o bastante. Todavia, conserve eternamente a humildade com você, pois ela é um instrumento indispensável para suas capacidades evoluírem.


E para fins conclusivos, eu diria que a explicação para o mau gosto está na falta de aplicação das pessoas para com os seus arredores, não tenha receio e/ou desleixo e trate de experimentar os "mundos" que só estão aí ao seu lado a espera de serem absorvidos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Deus é uma questão de otimismo



Afinal de contas, o que nos leva a crer em sobrenaturalidade? Bem, é fato que as razões científicas não nos cativa a desenvolver a crença num ser superior e criador de tudo aquilo que existe.


O contraponto dessa história é que uma vida sem fé torna-se extenuante. Veja, se é ou não é racional acreditar em Deus, crê-lo ao menos deve ser sábio, pois a filosofia do sobrenaturalismo acarreta vários benefícios ao indivíduo, tais como: o conforto, visto que do ponto de vista teísta sabemos que os nossos sacrifícios são vigiados o tempo todo,  por consequência disso nos aliviamos ao menos por saber que alguém está olhando para nossas atitudes. Outra vantagem e talvez a principal delas, é o otimismo, pois este elemento aí, é capaz de levantar qualquer indivíduo, por mais aflitiva que seja a sua situação. Contudo, podemos considerar Deus por si só, já uma questão de otimismo.

A metafísica de Deus é auxiliadora. E para os mais receosos, digo que crer em Deus não arranca pedaço, tampouco é sacrificial. Portanto, a única certeza que tenho na vida é que eu nunca serei ateu.


Deus é irrepresentável, portanto, associa-lo a uma religião é um grande equívoco, pois nenhuma religião tem o poder de falar por Ele. Deus, se for para ser, ele tem de ser pessoal, exclusivamente seu. É preciso que cada um vá em busca do sentimento que Deus tem acerca de você, e o caminho para descobri-lo está dentro de si mesmo, de seu âmago.


Diversas vezes fui indagado com a seguinte questão: "Se Deus existe qual a garantia que ele é bom?". Muito simples responder a essa pergunta. Bem, se ele fosse mau ele não lhe concederia vida, ademais, não se esqueça de que você só conjectura algo, como o jaez de Deus, graças ao livre-arbítrio que lhe foi dadivado.

Agora se eu creio milagre? É óbvio que sim. Pois a vida é a maior prova de milagre. Basta imaginar quantos indivíduos poderiam estar em seu lugar neste momento.


Se Deus é uma questão de otimismo, não crê-lo é uma opção puramente pessimista, adotada pelos racionalistas que acabam levando esta doutrina ao pé da letra. É isso, deixar de crer em Deus é mormente um exagero.


Muitos ainda atribuem a evolução das espécies, dentre elas a nossa, como um álibi crucial para a descrença, o que chega a ser grotesco. Visto que um fato não se sobrepõe ao outro. Será que é difícil conceber a ideia de que só evoluímos porque Deus quis assim?


Enfim, eu aconselho a todos que creiam. Seja qual for a variedade dos deuses, tenho certeza de que o simples fato de já crer em um, representa um avanço rumo à um mundo melhor.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mais que futebol, uma ideologia

Explicar-lhes uma paixão está longe de meu intuito, pois por mais que eu tente, é inútil expressar em palavras o fervor que sentimos, que eu sinto. Portanto, sem me encarregar de explicar o inexplicável, ao menos transmitirei-lhes uma partícula da minha emoção que, diga-se de passagem, vale muito a pena conferir.

A começar pelo futebol, este que é o esporte mais contemplado de todo o mundo. Costumo dizer que o futebol não rende apenas expectadores ou admiradores, mas sim afortunados. Tudo isso porque o esporte bretão penetra em nosso âmago.


O futebol é mais do que um mero instrumento de entretenimento. Apesar dele distrair com elevado primor, eu por exemplo que o vivo não esqueço jamais dos temas realmente pertinentes, inclusive se nota que mesmo que eu o ame, sei admitir que ele não é importante comparado aos demais assuntos sociais.


Embora o futebol seja irrelevante perante às crises, ele não o é diante do contexto social, pois engloba muitos ensinamentos que se estendem para além dos campos de jogo e vão até a nossa vida. Em outras palavras: o futebol prega o trabalho em equipe, a disciplina, o otimismo, e todo esse conjunto forma o seu caráter.


Se os ingleses criaram o futebol nos moldes mais próximos do que ele é atualmente, os brasileiros o aperfeiçoaram. Indubitavelmente, que o futebol é generoso para com os brasileiros. Aqui, ele saudou o povo mais apropriado para praticá-lo com maestria. Não à toa que temos os melhores jogadores de todos os tempos.


Se o Brasil é uma terra santa para gerar ícones da bola, é devido à paixão nascente do povo que carrega este país nas costas e o futebol é apenas um alívio para as suas mãos calejadas. 


Falando em povo, é impossível não mencionar ela que é a torcida do povo: a torcida corintiana, ou "Nação Corintiana", como é popularmente chamada. Esta torcida representa da maneira mais fiel possível o que é um povo sofredor que descarrega suas aflições nos momentos em que a bola passa pelo goleiro estufando as redes. Para eles, ou melhor, para nós, não foi simplesmente um gol que acontecera, mas sim um êxtase populacional.


A arte de ser Corinthians é muito bem simbolizada da seguinte maneira: quando o Corinthians faz gol, junto com ele o povo comemora. Quando o Corinthians vence, junto com ele o povo vence. Isso faz do Corinthians uma ideologia meus amigos e minhas amigas, que supera qualquer outra que seja concebível. 


Agora responda-me: qual é a torcida do mundo que mesmo ficando sem título durante 23 anos só aumentou de tamanho? Bem, chega a ser redundante responder a isso. Isso porque a torcida corintiana é ímpar, ela não busca títulos, mas sim representação, coisa que nenhuma se assemelha a tanta convicção. Logo, ao assistirem o Corinthians jogar, os corintianos identificam-se com o time operário dentro de campo.


Além disso, o "Timão" como é comumente referido, é o único time do mundo que joga em prol e com o povo. Massa que de tão imensa, amedronta qualquer adversário.

Enfim, esta é mais uma das minhas homenagens à esta como bem classifiquei: ideologia. Faço saber ainda que, independente do "time do povo" dominar hoje a América, ou que fosse daqui a outros cem anos mais, esta ideologia plebeia jamais se dissipará, pois o povo é imortal.


Gostaria de finalizar com a seguinte máxima: Amar o Corinthians é amar o povo. Por isso, amo-te Corinthians.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Quando o responsável é irresponsável



E quando o responsável é irresponsável? Pois é, eis um dilema capaz de nos fazer pensar com mais profundidade.

É elementar acusar ou criticar aquilo que é uma aberração. Porém, não devemos nos esquecer de que cada monstro requer um determinado tempo e certas condições para desenvolver-se.

A culpa de desumanos existirem ocorre em suas respectivas origens. Isto significa que o que deve ser trabalhado é o início, os responsáveis são literalmente responsáveis por grande parte do caráter do indivíduo. 


Basta prestar atenção naquele brado popular: "que sujeito mal-educado!". Esta expressão revela perfeitamente o que intento dizer: se um sujeito é mal-educado, significa que ele foi mal educado, logo isso faz dele a vítima introdutória, e ele por sua vez com a sua má-educação herdada, faz outrem sofrer com a sua má-criação. 

É bem verdade que a sociedade em si tem papel auxiliar na construção do caráter verdadeiramente humano, mas nada comparado a morada, é onde reside a pessoa que mora também os delineadores do indivíduo, logo isso fica dificultoso ou até impossível quando não se há casa, tampouco indivíduos responsáveis dentro dela.

Se é possível formar monstros, formar pessoas bondosas também é. 


Dadas as circunstâncias, estamos habilitados a volver à questão inaugural, ou seja, já sabemos que por trás de um irresponsável há sempre um outro irresponsável. Agora, como corrigir um irresponsável já formado? Com efeito, é tardio demais para tentar efetuar reparações. Resta-nos apenas conscientizar-nos de que condenar os indivíduos maus, não resolve os problemas categoricamente. A despeito de serem pessoas ruins, temos de avaliar a instrução que este recebeu, ou a falta dela.


O embaraço é mais complexo do que aparenta, visto que a cria de um irresponsável segue a mesma tendência de ser igual a ela. Então, este problema só poderá ser solucionado a longo prazo, onde devem-se concentrar esforços nos que ainda podem mudar.


Em suma, o irresponsável de hoje fora gerado pelo irresponsável de ontem, e o de ontem por sua vez, fora gerado pelo de anteontem, e assim infeliz e consecutivamente. Portanto, a falha vem de muito antes, e o resultado fresco é o que abarca injustamente toda a penitência.


No mais, digo que o que existe na real é um processo incoado por irresponsáveis reprodutores de outros irresponsáveis, isto é, o filho irresponsável de hoje teve provavelmente um pai irresponsável que, por sua vez idem. É como uma pequena bola de neve que à medida em que escorre pelas geleiras, vai ganhando proporções cada vez maiores. Isso tudo quer dizer que um indivíduo cujos responsáveis sejam irresponsáveis, tem uma predileção a ser irresponsável.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Os jovens



Falar acerca dos indivíduos jovens é algo que posso fazer sem me reprimir, pois eu também me incluo nesta classe, conseguintemente o texto seguirá um teor autocrítico.


De modo que este assunto é assaz apropriado a mim, entretanto, não pretendo aqui generalizar tampouco representar os jovens, apenas gostaria de expor as minhas aflições e preocupações relativas a categoria.


Pois bem, como jovem que sou, digo que algumas vezes me sinto vexado por certas atitudes tomadas por uns de nós, como por exemplo a conivência dos tenros para com as drogas sobretudo com as lícitas, pois é; as permitidas por lei, deixe-me explicar melhor: exatamente pelo fato das drogas legais serem liberadas para o consumo é que elas se tornam as mais perigosas. Não é à toa que vemos tantas mortes ocasionadas por pessoas jovens ou não, que dirigem alcoolizadas e assim se perdurará este problema se as bebidas alcoólicas continuarem sendo legais.


Enfim, se há os jovens que esmorecem-me por beberem demasiadamente, por outro lado há também os que vangloriam-me organizando inúmeras manifestações públicas. Esse entusiasmo típico dos jovens é realmente louvável. Só me chateia as marchas da maconha, pois como disse antes; impreterivelmente todas as drogas devem ser extirpadas.


Além do mal gosto pelas bebidas e pelo tabaco entre uma parte razoável dos jovens, eu citaria o desinteresse pela política como outro contra. Desafortunadamente, é muito comum ver entre os mais tenros, indivíduos apolíticos, e isso gera um imenso desperdício, visto que como antes enfatizei, os jovens são precisamente a parcela da sociedade que detém a força capital, ou seja, aquele entusiasmo arrebatador capaz de mudar o mundo. Logo, a premissa de que os jovens são as vítimas de um futuro apocalíptico e inalterável é besteira, é hiperbólico, pois nós também fazemos o futuro, temos condições totais para isso, embora falte-nos trocar os maus hábitos por mais consciência social e política.


Os jovens têm que conscientizarem-se de uma vez por todas que, o mundo só caminhará para frente fazendo política. Mais do que nunca os jovens têm de dominar os assuntos políticos, saber que o exercício do voto é apenas uma obrigação, enquanto que elaborar ideias de interesses sociais e lutar para que elas se concretizem é que é a política genuinamente.


Os jovens representam o êxtase de toda a humanidade. Portanto, dividimos as mesmas responsabilidades com os indivíduos mais velhos.


É também perceptível entre os jovens um mal uso de sua energia, isto é, não podemos cair em rivalidades, não podemos nos separar por meras bobagens. Ou seja, em vez de perdermos tempo competindo entre nós, devemos somar forças rumo a um futuro próspero para a nossa e as próximas gerações. Para isso, temos de esquecer nossas diferenças e nos entender como uma irmandade de jovens que precisam salvar o mundo das mãos conservadoras e consequentemente preconceituosas.


Sendo os jovens a chave para um porvir melhor, precisamos colocar em prática todas as nossas habilidades que podem ser muito úteis, haja vista a internet que nasceu concomitantemente conosco, e que inclusive auxiliou em diversas revoluções pelos países do norte da África e frações da Ásia. 


É injusto lançar todas as responsabilidades aos indivíduos das gerações antecedentes, pois eles também acertaram muito. Deste modo, partamos sempre do seguinte princípio: Conservemos as invenções do passado que beneficiaram a humanidade e descartemos os pensamentos antiquados, como por exemplo a violência que em efeito reverso gerou tantas guerras. 


A verdade é que nós jovens temos por obrigação melhorar o ambiente em que vivemos, pois o avanço dos recursos tecnológicos está aí, aumentando gradativamente, por essa razão temos o dever de progredir, já que as nossas condições são cada vez mais superiores.


Para fins conclusivos, digo aos jovens que a única coisa que nos falta é descarregar nossas energias em originalidade, e jamais nos permitir infectar com o conformismo e o pessimismo, deixe isso para os anacrônicos.

sábado, 16 de junho de 2012

Pensando "capitalisticamente"



Atual e assustadoramente, as pessoas conceituam as suas ideias de uma forma a qual poderíamos nos referir como "capitalística". 


O termo cunhado remete obviamente ao capitalismo que em síntese, é um sistema sócio-econômico onde os detentores do capital tomam conta da economia e política local. Enfim, não venho por meio deste com o intuito de apontar os equívocos do capitalismo, pois já escrevi bastante a respeito, inclusive para os que ainda não o fizeram, aconselho-os a baixarem o "Manifesto Socialista-humanista" por mim elaborado, basta clicar neste "livrinho" cuja capa é branca, e que se encontra aí no canto direito da postagem. 


Pois bem, como ia dizendo, sem querer entrar nos méritos sistêmicos da coisa, meu texto segue aqui também um teor de indignação, sobretudo voltado para o pensar comum das pessoas, não à toa que o capitalismo está arraigado entre a sociedade geral.


É bem verdade que, muitas pessoas não estão cientes do sistema em que vivem, e é precisamente por isso que ainda não ocorreu uma revolta generalizada, uma vez que o próprio povo é o motor do capitalismo.


O povo alienado às ciências sociais, torna-se presa fácil para o mordaz sistema privado, que saturado de corporações exploram os trabalhadores com excesso de trabalho e com incongruente distribuição de renda, onde os altos empresários acumulam fortuna enquanto que seus empregados recebem uma pequena quantia salarial.


Enfim, está mais do que explícito em nossa vida o quão descabido e injusto é o regime capitalista, portanto não necessitamos de mais exemplos de desigualdades causadas pelo capitalismo. Logo, meu intento se reserva ao fato de que as pessoas deixaram-se infectar por esta epidemia, quer dizer: os esforços estão sendo concentrados fundamentalmente nos pontos capitalistas. O sujeito cai no truque capitalista mais banal, que é o empreendedorismo. Empreendedores são venerados, ditos como "grandes homens", porque as pessoas acreditam que um empreendimento necessita exclusivamente de capacidade individual para alcançar o sucesso, o que é uma grande ilusão. É isso, o capitalismo é uma grande ilusão, que enganosamente liga riqueza à capacidade, mas que na verdade ocultam o fato de que o indivíduo pobre tem chances irrisórias de se tornar rico por meio de suas competências e empenhos.


Para explicar melhor o caso dos empreendedores, digo que em regime capitalista não basta ter uma grande ideia para evoluir seu negócio, ou seja, a "ideia"  que no ponto de vista capitalista pode ser revolucionária, não é suficiente se o indivíduo não dispor de capital para desenvolve-la, para "investi-la" ("investir" é um dos termos mais canalhas do capitalismo). Contudo, o único empreendedor capaz de crescer é aquele que detiver recursos para investir em seu negócio, logo o indivíduo com mínimas condições financeiras, terá por sua vez chances mínimas de desenvolver-se.


Explicado isso, e sem querer alongar muito a postagem, meu conciso recado é que as pessoas se deixam iludir com as falsas ideias capitalistas, das quais os verdadeiros capitalistas (banqueiros e altos empresários) se deleitam, escarnecendo-se do povo que sustenta o sistema financeiro mundial e mal sabem disso.

O que acho triste é uma pessoa deixar de ser ela mesma para convir com o capitalismo, isto é, nos momentos de decidir uma profissão por exemplo, geralmente as pessoas vão pelo maior salário oferecido e não pelo que elas realmente gostam.


Faço saber também que, de tanto as pessoas pensarem capitalisticamente, elas aceitam a desigualdade social como algo eterno e normal ao mundo, sendo que pensar dessa forma é um grande equívoco, visto que a miséria é o principal efeito colateral do capitalismo.


Devido a forma capitalística de pensar, as pessoas habituaram-se como se fosse algo normal as praias e até as ilhas pertencerem à particulares.


A sociedade capitalista ensina a não ser roubado, mas ela não lembra que é o próprio capitalismo que produz os criminosos. 


O capitalismo produz sobretudo indivíduos cada vez mais egocêntricos. A solução não é abrir uma franquia, tampouco investir na bolsa de valores, mas sim dividirmos igualmente o que possuímos.


Entenda que, se há fome no mundo não é devido a falta de produção, e sim por conta do imperialismo, onde os países economicamente mais desenvolvidos do mundo, exatamente por serem ricos, acham-se no direito de consumir três ou quatro vezes mais do que o necessário para sobreviverem com suficiência.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O suicídio



"Continuar a viver ou não ?". Dados momentos, e por entre razões desditosas, chegamos à esta sentença que coloca a nossa vida em xeque.


Afinal, é compensável viver ? Apesar da questão requerer apenas duas respostas imediatas e opostas por sua vez, eu responderia: talvez. Pois é muito simples dizer "sim" ou até "não", visto que não é só uma pergunta, é uma decisão vital.


Portanto, o previsível "sim" que eu podia disparar, é logo substituído pelo "talvez", que é enturvado pela possibilidade do "não". Então, em vez deu iniciar uma campanha contra o suicídio, respondendo que é claro, absoluta e indubitavelmente compensável viver, eu acho mais adequado dizer-lhe o que penso da sobrevivência.


Pois bem, do mesmo modo que é fácil, também é belo defender a vida com romantismo, porém nós sabemos que viver não é de modo algum coisa simples. Viver é estar suscetível a sofrimentos ininterruptos, mas isso não significa que devemos nos conformar ou que não podemos fazer nada para reverter as situações ruins, isto é, enquanto tivermos vida, teremos condições de lutar. Logo se deduz que se o sofrimento é inerente a vida, batalhar também é.


Reitero meu "talvez", pois antes de mais nada, é bom recordar um detalhe díspar que reside entre o "viver" e o "existir". Quer dizer: embora viver e existir sejam coisas semelhantes, existir não é necessariamente viver. Para se viver, deve-se ir além do simples existir, ou seja, não basta vencer as dificuldades dia a dia, o importante mesmo é ter um escopo, um propósito em sua vida que, por sua vez, dá razão de se viver e não somente existir.


Viver é ser fundamental, é exalar energias, é alterar os meios, incomodar, fazer barulho. Mas não digo que essas coisas devam ser feitas gratuitamente, lembre-se do propósito, com qual finalidade você executa as coisas? Se o jaez de suas atitudes forem generosos, você estará vivendo de verdade. O mundo está aí para ser sacudido por qualquer um, mas antes é necessário desejar viver para sacudi-lo.


Se for para morrer, que seja tentando fazer algo de bem. O suicídio é opção para os covardes, haja vista como fez Hitler. Apenas os sujeitos dessa estirpe que cometem esse tipo de ato.


Contudo, viver nunca foi e jamais será fácil pra qualquer indivíduo, por isso não devemos nos entregar de bandeja. Pois a sua rendição revela o quão fraco, ingrato e estúpido que você pode ser. 


O suicida é um lânguido que não resistiu às adversidades a qual todos nós estamos condenados a sofrer desde o instante em que nascemos. É ingrato porque recebeu a mais ampla dádiva que possa existir e a desperdiçou-a como se fosse um pedaço de pizza velha. E digo mais, depreciar a vida é o cúmulo da imbecilidade, já que sem vida o que poderemos ser? Pra mim, a pessoa que escolhe morrer não merecia ter vivido um só dia, tampouco fará alguma falta. 


Querer morrer é o maior absurdo do mundo. Você já notou a maneira árdua com que as zilhões de vidas brigam incessantemente para sobreviver? Frente a isso, o desprezível que escolhe simplesmente morrer, pratica o paradoxo mais inconcebível de todos.


Estou aqui para ser real. Não criarei ilusões de que a vida é maravilhosa, utilizando de fantasias para lhe convencer a viver, sequer tentarei convence-lo(a), aliás, ressalto que a vida é puramente hostil e injusta, é preciso ter largo apetite de vida para sobreviver todos os dias meu amigo.


Diante o já apresentado, eu insisto no "talvez" como resposta de ser melhor viver ou não, pois isso vai depender da disposição que cada um tem para viver, isto é, se caso você esteja disposto a experimentar as maravilhosas peripécias, bem como os dissabores que brindam com a vida, eu digo-lhe que "sim", viver é compensatório para você e ainda ressalvo que será um enorme prazer aturar conviver com você. Mas do contrário, se você considerar se matar mesmo com a vida imbuída de maravilhas que é, viver "não" é compensável para você.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Sugando e sendo sugado



Diariamente nós absorvemos coisas, dos mais diversos núcleos e fins, entrementes, também temos nossas valias sendo sugadas pelos outros. Ou seja, existe uma permuta relevante entre todos nós que se dá nos momentos em que nos relacionamos. 


Quer dizer: o que nós somos exatamente agora, é fruto de tudo aquilo que adquirimos ao longo da vida. Logo, estamos suscetíveis às alterações que podem ocorrer a qualquer tempo.


Contudo, não nascemos seres definitivos. Muito embora tenhamos uma essência incorruptível, tudo que está ao nosso redor, está nos influenciando constantemente.


Portanto, somos colocados a prova a todo instante. Isto é, é um grande desafio primeiramente descobrir quem nós somos, e conseguintemente mantermos nossa ingenuidade mesmo diante de tantos maus exemplos.


Já mencionado que sugamos a partir do momento em que estamos interagindo seja com pessoas ou com quaisquer coisas capazes por emitirem mensagens como os escritos, filmes e etc... É que não obstante, somos sugados todos os dias, da mesma forma, quando estamos escrevendo, falando, mostrando algo para outrem. A questões que faltam-nos fazer é: afinal de contas, o que é que estamos sugando e pra quê? E ao sermos sugados, será que somos dignos disso, aliás, almejamos fazê-lo: transferir algo que agregue positivamente aos outros?


Faço saber que a intenção é o mais importante de tudo, portanto seja qual for o meio utilizado para emitir opinião, seja construtivo, expresse sempre algo proveitoso. Se você nunca pensou dessa forma, passe a diligenciar isso. Lembre-se de que quanto maior for o alcance de sua voz, maior será sua responsabilidade.


Em meio a recíproca troca que fazemos conscientemente ou não, gostaria de frisar o outro lado, o flanco por onde absorvemos, por exemplo, o que pode significar na vida de uma pessoa uma obra machadiana? Bem, para mim exprime muito, simplesmente porque sou aficionado pela literatura, não somente como leitor, mas também como escritor, logo utilizo-as como inspiração para as obras de minha autoria. Com efeito, este exemplo atua modificando positivamente a minha vida, porém não diria que isso só ocorre devido às minhas aspirações, mas sobretudo porque uma obra machadiana me torna um homem melhor em diversos aspectos, ultrapassando assim os limites meramente profissionais.


Eis a pergunta fatídica que faço: O que uma obra seja ela literária, ou cinematográfica, ou plástica e etc... O que esses trabalhos exercem sobre você? É evidente que as obras oscilam entre as boas e as não tão boas, mas considerando as que sejam suficientemente boas para nos marcar, o que é que você faz com elas? Explicando melhor, em meu ponto de vista noto que muitas pessoas leem diversos livros, ou assistem à várias peças teatrais, no entanto, essas pessoas parecem não fazerem valer a cultura que elas absorveram, pois  em muitos casos não sente-se alguma diferença em relação às pessoas que não tiveram a oportunidade de testemunhar o mesmo, logo se deduz que existem pessoas que recebem algo positivo através de um trabalho alheio, entretanto não o aproveitam.


Quem nunca ouviu uma gabação do tipo em que um indivíduo fala com toda pompa: "Eu li tal livro", ou "Eu vi tal filme",  ou "Eu estava lá". Tá legal, você leu, assistiu, ouviu, mas a pergunta é: quais as lições que você extraiu de cada uma dessas experiências? Afinal, é isso o que importa, é para isso que elas servem e não simplesmente para alguém encher a boca e bradar que a consumiu, como se fosse um título. 


Conclusivamente, digo que não importa qual seja a dimensão do rol cultural de uma pessoa, mas sim o que ela faz com isso.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Demasiados julgamentos



Esta postagem tem mormente um teor protestante, ela serve para nos prevenir de um erro tão banal entre muitos de nós: os prejulgamentos.

É pertinente esclarecer a disparidade que há entre o que é prejulgar e julgar apenas. Trocando em miúdos, prejulgar como o próprio termo sugere, é julgar precipitadamente, sem ter os devidos conhecimentos que, popularmente é chamado de "julgar" ao passo que, julgar seria "mais justo" por assim dizer, visto que este se baseia em fatos incontestáveis, isto é, efetivos e geralmente de conhecimento prático de quem julga. Em suma, é necessário estar apto para julgar.

Enfim, sem querer fomentar as diferenças entre o julgamento e o prejulgamento, o meu destaque vai para o julgar das pessoas para com as outras pessoas, ou seja, se analisarmos bem, enxergaremos quão banal é a prática dos julgamentos, sendo este antecipados ou não, estamos julgando e sendo julgados todo o tempo.

A verdade é que julgar é muito fácil, coisa simples de se fazer. Não é fácil olhar pra alguém e dizer o que ela parece? Essa ação é muito mais fácil do que ir em busca de constatação para posteriormente formar argumentos dignos. O fato é que ao julgar os outros sem total certeza das coisas você estará rechaçando uma pessoa injustamente.

Os indivíduos que mais são alvejados com os fáceis julgamentos, são os mais famigerados, exatamente por estarem mais expostos do que a maioria. Isto é, quanto mais afamado for, maior será a investidura dos julgamentos contra eles. É por isso que pessoas famosas parecem errar mais do que pessoas desconhecidas, isso se dá devido a maior visibilidade que elas têm, logo os seus respectivos erros ganham proporções maiores, tão maiores quanto a publicidade que elas possuem em seu nome. 


O ser humano deve ser tratado sem distinção, se mundialmente conhecido ou anônimo, as pessoas não merecem que seus erros sejam maximizados, afinal todos erram igual, logo todos devem pagar igualmente por cada erro, independente de ser famosa ou não. Quem nunca soltou uma "declaração infeliz"? Quando alguém errar na sua frente antes de mais nada recorde-se que você também já errou.


Hoje em dia com o mundo tão dinâmico que está, as notícias se distorcem a mesma velocidade com a qual eclodem nas mídias, julgar por isto não pode ser válido, pois não estamos vendo com os nossos próprios olhos, nem ouvindo com os nossos próprios ouvidos, logo cometeremos um equívoco se levarmos em consideração somente estes documentos. Diversas vezes quem erra é o emissor das informações, por essa razão algumas frases acabam sendo erroneamente atribuídas a certas pessoas e/ou sendo alterados por pessoas alheias.

Julgar a primeira vista é covardia e além disso é um ato preconceituoso. Aquele que julga demasiadamente é um caluniador ferrenho. O bom mesmo é evitar os malditos julgamentos, pois seremos injustos, ou então sejamos no mínimo responsáveis para verificar as ocorrências nós próprios e não através dos outros. 


Em todo caso, se nos encontrarmos perante uma situação em que nos vemos obrigados a julgar algo, saibamos desde sempre que julgar é um ato que requer muita delicadeza, eu diria até que julgar uma atitude não é o bastante, afinal e as outras atitudes, de nada valeram? Não se esqueça de que o ser humano varia em seu temperamento, ora acerta, ora erra, ou erra de novo, ora acerta de novo.


Uma ação errada não pode apagar todas as ações corretas de uma pessoa. É preciso pesar as coisas, colocar numa "balança", para isso temos de ter paciência e analisar tudo caso se faça necessário.


É fácil julgar um indivíduo pelas suas origens ou um livro pela capa, um sujeito que fale erradamente ou um trabalhador de baixo escalão, um detento ou um homossexual, um suburbano ou um favelado, um dependente químico ou um mendigo, as pessoas pelas suas vestimentas ou por seus adornos, ou a cara. Todos estes exemplos dentre inúmeros outros são fáceis de se executar.


É factível que grande parte das pessoas julgam sem limites, elas julgam até a Deus!


Por fim, o último recado que gostaria de emitir é o de que sejamos mais tolerantes e clementes para com os atos errôneos das pessoas, lembre-se de que errar é um direito de todos nós, seja o que somos ou sejam o que for.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Talento não existe!



É verdade, essa história de talento é ilusória, e o prejudicado disso é você que ainda acredita neste senso comum.


Ao consultarmos a palavra "talento" no dicionário, sucintamente verificamos que há dois significados para o termo, isto é, o que chamam de "natural" e "adquirido", logo compreende-se que existem dois tipos de talentos, aquele conforme supracitado é genuíno, ou seja, já nasce com o indivíduo que, por sua vez, este é precisamente o mito que a maior parte das pessoas confiam existir, em contrapartida há também o que se pode adquirir, ou seja, aquele que vem com treinamento árduo e constante. 


Perante os dois lados do significado, eu afirmo veementemente que só existe um lado legítimo, o "talento adquirido" assim digamos. Porém alguns, exatamente a parcela dos indivíduos que teimam em acreditar que o talento é uma aptidão genética, obviamente que irão discordar, mas eu posso provar que ele de fato não existe, veja: Se você acredita mesmo que nós nascemos com um determinado "dom", o que você me diz das pessoas que treinam incansavelmente os seus respectivos ofícios, como aquele atleta que você pensa ter nascido com o dito cujo, ou como o músico que toca e interpreta de modo exímio, ou como o escritor que escreve maravilhosamente bem, ou ainda como o cirurgião que opera com destreza perfeita. Enfim, para todos estes exemplos e quaisquer outros que forem pensáveis, você chegará a um denominador comum, que é: não é possível ser excelente em nada se você não praticar muito, bastante muito e muito mais. Contudo, por que razão treinariam incessantemente os que são melhores naquilo que fazem se eles já nasceram com o dom? Pois se realmente tivessem um dom, eles não precisariam de prática certo? 


Entretanto, os mais apegados podem ainda replicar que um sujeito nasce com um dom, mas ele necessitada de ser aprimorado, e isso se daria através do treinamento que tanto valorizei,  logo eu treplico que como você pode explicar que alguém possa nascer preparado para uma determinada profissão sendo que as profissões criam-se e extinguem-se a cada dia? Deixe-me exemplificar: Supondo que o dom realmente exista, vamos imaginar por exemplo um indivíduo que nasça com talento para a informática, agora imagine que este indivíduo nasceu há mil anos atrás, época da qual sequer existia um protótipo de lâmpada incandescente. Logo, qual seria a utilidade deste "dom" se o indivíduo não tinha a menor chance de usá-lo? Além disso, nem precisamos ir tão longe dessa maneira, pois se citássemos o início do século XX daria no mesmo, haja vista que não havia computador. E para as pessoas que ainda persistirem a indagarem quanto aos sujeitos que sem base nenhuma conseguem ser muito bons em algo, digo que isso é tão inexplicável quanto a sorte, portanto se uma pessoa que mesmo numa experiência inédita pra ela, desempenha bem uma tarefa, não significa que ela nasceu predestinada a executar aquela ocupação, mas que somente teve sorte, a isso podemos chamar de uma forma bem trivial; a "sorte de principiante". E pra refutar de vez a teoria do dom, acrescento que quanto a diferenciação que há entre as capacidades das pessoas, isso reside na autoconfiança que cada um imprime a si, ou seja, quanto maior for sua autoconfiança, mais alta será sua competência.


Em suma, como não gosto de alongar minhas postagens, então utilizarei da brevidade que por sinal dá nome à este blog, para passar a mensagem que talvez seja a mais importante da crônica, quero dizer: é de suma importância conscientizar-se de que o talento é uma questão meramente psicológica, onde cada um se limita a possibilidade de desenvolver sua capacidade por não acreditar em si próprio, isto é, não acreditar que tem talento para tal. E isso representa o maior empecilho que pode existir na vida das pessoas, o não acreditar suficientemente que embora não tenha hoje, mas que com muita dedicação possa vir a ter capacidade plena para desempenhar excelentemente bem qualquer função.


Finalmente, eu entendo que as pessoas que não acreditam ter competência usando o mito do "talento" para justificarem-se, são na verdade as maiores vítimas, onde eliminam-se brutalmente a si mesmas só porque pensam que não nasceram para isso ou aquilo, e isso é triste. Eu só fico imaginando as dimensões do desperdício de gentes que por não creem em si próprias acabam mascarando suas qualidades. Todos podem ser o que quiserem ser.


E para completar o caráter revelador deste texto, eu gostaria de deixar com a maior clareza que o talento está associado ao que é popularmente chamado de "artista", ou seja, os sujeitos que autodenominam-se artistas gostam de enfatizar o "dom", mas nessas falácias eu percebo uma temerosidade, pois melhor do que ninguém eles sabem que o talento é uma bobagem total, já que eles treinam absurdamente os seus ofícios e estão conscientes de que se pararem de praticar por um comenos, perderam o seu posto. Ademais, saliento que estes mesmos indivíduos que enchem a boca para proferirem com todas as letras: "Eu sou artista", na realidade receiam que os demais descubram esta verdade e passem a peitá-los de igual para igual e não como quem crê na teoria do talento que, por sua vez, rebaixa-se para o "artista" como se este fosse um ser inalcançável.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Virtuoso é reconhecer os erros



Quando falamos em reconhecer os erros, falamos em humildade, sobretudo em caráter.


Saber reconhecer os próprios erros é um ato muito belo e de grande coragem. Daí a razão pela qual pouco se vê experimentado.


Ainda por maior que seja o nosso empenho, acabamos falhando certa hora, é uma unanimidade não adianta negar, pois recusar-se a aceitar isso já significaria equivocar-se.


Além do problema que possa existir para alguns, como assumir os erros seus, é que certas pessoas ao invés de considerarem esse ato digno de admiração, usa-os para o mal, aproveitando-se dos erros assumidos pelo outro para maximiza-los a fim de difamar o indivíduo, sendo este o indivíduo nefasto, e não aquele que erra, mas que admite os seus enganos.


Logo, é virtuoso reconhecer determinados deslizes, porém conscientizemo-nos de que o simples fato de os assumir, não o livrará das consequências do erro cometido.


Ainda assim, a simples ação de reconhecer um descuido diante dos outros é muito corajosa, e por mais que não conserte o erro já feito, ao menos demonstra uma fração nobre do caráter do errante. E seja qual for a atrocidade que este cometera, se ele a reconhecer da mesma forma, ou seja, como bárbara, este terá o meu respeito.


Maquinalmente, o sujeito que reconhece o erro por ele cometido, também saberá estimar o tamanho da punição que merecerá.


Muitas vezes, um erro só depende de ser admitido para ser solucionado. Ficar remoendo os seus desacertos só confirmará o tamanho de seu orgulho e não te guiará a nada.


Ocorre que do mesmo jeito que não adianta ocultar os nossos equívocos, também não resolve nada tentar administra-los, pois abafar um erro é o mesmo que mentir, portanto, quem não tem a bravura de assumir os seus erros é um mentiroso ferrenho! Daqueles que por tudo e de todas as maneiras reluta, e não aceita descer o degrau de seu orgulho, que de tão grande, seria mais adequado chamá-lo de escadaria.  


Ao falar em erros, é impossível deixar de lado os indivíduos que procuram na maioria das vezes assumirem-se errôneos, mas assumir os erros é apenas o primeiro passo, sendo o seguinte buscar consertá-los quando possível, ou empenhar-se a não repeti-los. 


Concluindo, em outras palavras assumir os erros representa o ímpeto para redimir-se futuramente.


Em resumo, a questão de reconhecer os erros é uma questão de ego. Com efeito, acredito que o indivíduo que consegue despontar de humildade e também colocaria a clemência, é um indivíduo dos mais virtuosos que possa existir.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ei, psiu! O mundo é singular



Ei, alôô! Sim, você mesmo. Atenção, o mundo é um só, e feito de gente como nós. Apesar disso parecer óbvio o bastante, boa parte das pessoas não o arrostam como deveriam.

É preciso dizer que o mundo é tão singular quanto plural, quer dizer: ele é singular no sentido de que é o único lugar em que podemos ser, ao passo que existe também uma pluralidade gerada por cada ser, cada um de nós.

Portanto, levar em conta de que o mundo é exclusivo nosso, e que este mesmo necessita de cada indivíduo, significa um grande avanço para toda a humanidade.

A questão é que infelizmente muitas pessoas não encaram o mundo como seu e ao invés de servir-se dele, acaba por servi-lo. Isto é, são aqueles que não creem em si próprios, eles simplesmente desistem de ser o que quiseram um dia. Falta autoconfiança nas pessoas, mas sobretudo, falta-lhes encarar o mundo como algo singular.

Temos de ter em mentes que nossa vida representa uma passagem demasiado fugaz, logo qualquer tempo perdido é vida que se perdeu. Nesse caso, o pior de tudo é desperdiçar a vida, a tal passagem. Pois se não enfrentarmos o mundo pensando que ele precisa de nós para sobreviver melhor, que diabos estamos fazendo aqui?!

É um equívoco dos grandes desvalorizar-se, reduzir-se a pó. Seja o senhor do mundo, lembre-se incessantemente de que ele precisa de suas façanhas!

Bom remédio é esta forma de encarar a vida, um medicamento que cura o gigantesco e malevolente egoísmo contido em cada pessoa deste mundo singular. Deixe-me explicar; se um determinado sujeito passa a conceber a ideia de que ele é parte fundamental para o mundo em que vive, isso o levará a conscientizar-se de seus deveres como o mais novo membro do universo.

Agora imagine se fosse o contrário; um mundo repleto de seres confiantes e atuantes. Seria fantástico dividir um mundo cujos habitantes esforçassem-se a pensar sempre novo e  a pôr em prática todas essas novidades. Pois do jeito que está o mundo, mais parece um lar de reprimidos por si próprios, onde estão as pessoas com sede de ousar? 

Fato é, que o mundo não é feito por sicrano ou beltrano, mas sim por gente como a gente. Pondere que os reis só são reis porque os chamamos assim, salvo que tais reis ao menos tiveram o mérito de acreditar em si próprios e foram denodos, com isso tornaram-se reis, sendo estes os seus maiores triunfos. Ditoso é aquele que sabe de seu potencial e o utiliza para todos.


Respeite o imperador como um colega, mas não o venere como um deus.   

As coisas só funcionarão um dia no momento em que todos souberem o que são e o que querem neste mundo feito de pessoas que são como nós.