Só falta você!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O que você faria?




Através de uma parábola simples tentarei exemplificar o motivo da questão.

Um certo homem que vivia com seu irmão numa ilhota desconhecida e isolada do mundo, cansado da rotina e não da solidão, pois ele pensava que ele e o irmão eram os únicos homens existentes na face da terra, digo na face da ilha. 

Depois de anos vividos naquela ilhota, que apesar de oferecer-lhe tudo para mantê-lo vivo como alimento, água e moradia, ele sentia que faltava-lhe uma coisa que não tinha certeza do que era, mas era a sua curiosidade para saber se o mundo consistia em apenas uma ilha e dois homens. Então, assim repentinamente resolveu desbravar o mar que cercava a ilha, na esperança de encontrar algo além, como uma outra ilhota e outros dois homens. O irmão tentou impedi-lo dizendo que não poderia haver nada além daquela ilha, e que seria suicídio navegar por águas muito distantes, visto que poderia se perder no vasto e infinito mar. O homem sabia que tudo isso poderia acontecer, contudo seu coração estava naquela ilha, além de seu irmão ele amava a ilha como se fosse sua mãe, pois esta sempre ajudou fornecendo-lhe alimentos e estadia.

Numa determinada noite enquanto o irmão dormia, o homem preparou o barco carregando-o com comida, e para o irmão deixou um pequeno bilhete com os seguintes dizeres:

"Meu amado irmão, 

Não estou fugindo, pois meu objetivo é voltar, e voltar com boas notícias. Desculpe-me não esperá-lo acordar, mas é porque você me impediria de partir. 

Eu te amo muito, e é também por você que estou arriscando minha vida, para descobrir o que é este mundo para logo em seguida dizer-lhe.

Espere-me, pois eu voltarei..."

O homem então partiu em direção à um mar cheio de incertezas e mistérios. Ele passou vários dias naquele barco e não via nada além de sol e mar, enfrentou também tempestades, e cada metro à frente parecia inútil, todas essas adversidades lhe fazia pensar em voltar o quanto antes para ilha onde ele tinha de tudo, ele também tinha medo de que toda comida acabasse e que ele não conseguisse avançar ao incerto e nem mesmo retroceder a sua casa. As palavras de seu irmão pesavam em sua mente("Não há nada além da ilha";"seria suicídio navegar por águas muito distantes").

O homem já estava muito distante da ilha o que não lhe dava escolha de voltar, a única opção era a de morrer tentando alcançar algo. Num belo dia de sol e do término da comida o homem deitou-se enfraquecido, mais pelo desânimo do que pelas condições precárias que se encontrava. Naquele momento ele chorava, mas as lágrimas não escorriam, ele já não tinha líquido suficiente no corpo, e ele pensava: ("Nunca deveria ter saído daquela ilha... Da minha casa, eu deveria ter seguido a minha vida normalmente como o meu irmão... Eu errei"...)

E morreu ali...

Porém com o barco a deriva, dois dias após a morte um outro barco maior surgiu das águas, eram dois homens que viviam em uma grande terra, não era só uma ilhota. O homem que conduzia o barco pediu para que seu irmão fosse olhar dentro do pequeno barco estranho; o irmão então saltou no barco e logo percebeu que tinha um homem deitado ao chão; ele correu para socorrê-lo, mas era inútil o homem do barco estranho já estava morto, ele deu a notícia para o homem - que se perguntava de onde era este barco e homem esquisitos; o homem desceu do comando do grande barco e entrou no barquinho a procura de coisas que diziam algo sobre o homem morto, foi quando ele abriu uma gaveta e lá estava uma carta cujo remetente se chamava "Homem" e o seu destinatário chamava-se "Desconhecido/s", estava escrito o seguinte:

Continua...

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