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quinta-feira, 15 de março de 2012

O Pequeno Príncipe da Vez





E não é que agora tem um príncipe por aqui?! Pois é, temos de aguentar um certo cara inglês, que no seu respectivo país é considerado um "príncipe", e o problema reside exatamente nisso! Uma vez que este sujeito é lá ovacionado feito príncipe, onde as pessoas são coniventes com este sistema, enfim, até aí trata-se de uma questão que só elas podem resolver ou não. Mas eu não sou capaz de entender o que faz dos outros países alheios a esta forma, trata-lo como o príncipe que ele é apenas em seu país de origem.


Bem, o sujeito pintou por aqui, e baseado nas estórias cinematográficas e literárias, os príncipes exercem um papel pomposo, onde este é retratado como um bravo herói que salva o seu povo, e nos fins geralmente felizes, estes mesmos príncipes acabam casando-se com a mais bela moça da estória, e finalmente o príncipe é promovido a rei, fim. Perfeito não?


Sim, é um personagem e estória perfeita, porém sinto dizer que o mundo não funciona desta maneira, é por isso que distinguimos estória de história, isto é, ao passo que a estória é uma mera ficção, a história é necessariamente baseada em fatos reais, e nosso mundo é real!


Então, eu até compreendo os jovens, particularmente as jovens moças que se iludem através destas estorinhas, imaginando casar-se com um príncipe a fim de tornarem-se princesas. Por outro lado eu não compreendo que a mídia, e boa parte das pessoas adultas vivam esta estória, é incrível! Existem pessoas que embora sejam adultas e profissionais como as da imprensa, acabam cobrindo e prestando a mesma ovação a estes indivíduos chamados "príncipes". Logo, a imprensa age assim como as adolescentes que sonham um dia em casar-se com um príncipe, ou seja, até a própria imprensa é infantil. É ridículo ver uma pessoa em sua sã fase adulta idolatrar príncipes, e pior ainda é quando estes são de outros países completamente diferentes.


A mesma imprensa cega pelo desejo de aclamar um príncipe, omite a informação de que este "playboy" que por acaso hoje passa as suas férias ilimitadas no Brasil, não pode pisar na Argentina, tendo-se em vista o confronto deste país com a Inglaterra pelo que é chamado de Ilhas Malvinas pelos argentinos, e que é chamada de Falklands pelos ingleses. Este conflito gerou várias mortes, sendo a maioria delas de argentinos, e por isso ele não se atreveria a visitar Buenos Aires por exemplo.


Os mesmos adultos em vez de idolatrar deveriam ensinar aos mais jovens que os príncipes das estórias não existem! O que realmente existe são pessoas que sentem a necessidade de submeter-se a um indivíduo que é chamado de príncipe. 


Não precisamos de príncipes e nem mesmo de reis, o que precisamos para nossas vidas é tentar sermos melhores a cada dia, visando melhorias não somente pessoais, mas também coletivas. Isso de fato pode existir, não príncipes preocupados em salvar o mundo, até porque eles nem são capazes de fazer isso sozinho.

6 comentários:

  1. Realmente, esta visão de contos de fada que parece ter saído de uma estorinha da Walt Disney é, no mínimo, ridícula.
    A mídia ganha com os otários os adultos infantilizados que cultuam isto. E isto não se resume ao nosso país, recordo claramente quando este playboy se casou, a atenção foi voltada mundialmente ao seu matrimônio, enquanto tantas outras notícias de maior importância que ocorriam no mundo eram negligenciadas.
    Como não está isenta, a blogosfera foi bombardeada por comentários da "roupa da princesa" e era assustador mulheres adultas sem o menor criticismo, pensando que vida de princesa era como nos contos infantis.
    São mentalidades realmente lamentáveis parceiro.

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  2. Acabei de moderar seu comentário e, realmente, achei-o muito pertinente e talvez, nem todos os que tenham potencial suicida, o façam "de cara". É comprovado que sempre há primeiro, sinais de pedido de ajuda. Eu não acredito que alguém decida por suicidar-se de uma hora para outra e, se assim fosse, não acreditaria na importância do CVV, que me admirou ao receber tantos comentários de pessoas que não sabiam da existência do mesmo, visto que é muito popular (ou ao menos eu achava, rs).
    O que quero dizer com isto, que, por vezes, alguém está desesperado e sim, disposto a se suicidar, mas todos podem ter seus últimos momentos de lucidez. Conhece a história do músico Yoñlu? Ele foi buscar informação sobre suícidio na web e foi justamente, ali, que pediu ajuda. Há uma matéria, não sei se da Veja ou Época, sei que vazou na rede, que relata que após vasculharem o histórico de seu computador, houve um momento em que ele hesitou e um bombeiro (irônico, alguém que acreditamos, tenha o ofício de salvar vidas) dos EUA o incentivou ainda mais. E Yoñlu já havia tentado antes. Ou seja, eu acredito que, quando alguém está a beira de um precipício, por vezes, parado, seja um pedido de socorro e, uma palavra pode tanto derrubá-lo quanto fazê-lo dar um passo atrás e recuar. Este é o trabalho da CVV, que infelizmente, não funciona nos horários mais críticos.
    E a CVV também não serve apenas para suicidas, como mencionei no post, mas também para pessoas que estão deprimidas, realmente para evitar futuras atitudes mais drásticas.
    Por isto eu ironizei que, um suicida em potencial provavelmente não esperaria os nove minutos do último minuto e que eu, mesmo não estando desesperado, minha paciência esgotou. Sempre torcendo para que este seja tenha sido um caso isolado.
    E não acredito que quem queira se matar esteja buscando na CVV uma maneira de evitar através de palavras, mas talvez, como uma carta suicida, deixar suas últimas palavras a alguém. Tanto que na Inglaterra há um serviço semelhante 24 hrs e, se não houvesse riscos de quem os busca, eles não tentariam se esforçar tanto para manter a pessoa na linha até rastrearem de onde vem a ligação ou o lugar de onde se está digitando para mandar uma equipe de socorro.
    É isto parceiro, desculpa responder por aqui, não tenho o hábito de responder em meu próprio blogue e costumo responder somente a aqueles cujos comentários considero inteligentes.
    Espero ter esclarecido de algum modo a intenção do meu post.
    Eu não sou adepto de ignorar os pedidos de ajuda e acreditar no velho jargão do "quem fala, não faz". Há muitos suicidas que deram sinal e por culpa do ceticismo das pessoas acreditando que se eles fizessem, não falariam, infelizmente, não estão mais entre nós.
    Boa quinta.

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  3. Oi Anselmo,

    Tudo bem? Adorei o seu texto e concordo, pois acho ridículo, esse príncipe chegar e o Brasil se render aos seus pés, principalmente as mulheres. Acho um absurdo também os pais incentivarem as crianças na lenda da linda princesa que deve esperar o príncipe. Espero que um dias pessoas comecem a pensar de forma mais adulta e real (risos para o real).

    Beijos.

    Lu

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  4. Boa tarde, Anselmo.
    Também acho ridículo que em pleno século 21 ainda existam pessoas (jovens ou não) que idolatrem o título ultrapassado e anacrônico de "príncipe".
    Esse é o tipo de conduta que em nada soma a ninguém e é praticamente risível.
    Porque tantas pessoas se prendem ao imaginário fabuloso fútil e infantil?
    Não sei dizer mesmo.
    Abraço, Anselmo.

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  5. Bom dia!
    Estou invadindo seu blog e já pedindo permissão para te seguir.Concordo com você plenamente.Armou-se um verdadeiro circo para ele,enquanto isso a segurança estava voltada somente para esses locais por onde ele passava.Mas infelizmente este é o nosso Brasil.
    Grande abraço
    se cuida

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  6. Postagem muito boa, Anselmo... só posso dizer que é uma pena existirem os que dão crédito aos príncipes e pricesas como se fossem aqueles mesmos dos contos de fadas(????). Enfim, assim caminha a ... a o que mesmo? Ah, tá... a humanidade!

    bjks JoicySorciere => Blog Umas e outras...

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Não sou o "dono da verdade", portanto, estarei sempre disposto a ouvi-lo(a)...