Só falta você!

domingo, 22 de abril de 2012

Deixando de ser você mesmo



Que as relações humanas são demasiado complicadas é verdade. Inclusive eu já até escrevi um pouquinho acerca disso, mas como foi só um pouco, cá estou eu para tratar novamente deste assunto.

Pois bem, sempre paralelo às relações humanas está o comportamento, nossa postura diante da sociedade que nos cerca. 


É nítido que alteramos nossa conduta conforme a sociedade à qual estamos inseridos. Ela é quem rege as leis morais e por existirem muitas, há tantas diferentes culturas pelo mundo todo.


Todavia, não é possível condenar uma sociedade, nem mesmo comparar uma com outra, mas é possível medir até onde a sociedade pode nos afetar.


A sociedade como qualquer outra coisa possui lados positivos e em contrapartida as suas faces negativas. Pois a mesma é composta por indivíduos imperfeitos que a fazem da mesma maneira que são, ou seja, com falhas.


Portanto, o ponto que gostaria finalmente de alcançar é precisamente acerca do atingimento que a sociedade exerce em nossas vidas. Isto é, a sociedade é muito poderosa, visto que é constituída nada menos do que por uma massa de pessoas, tornando-a dura de se enfrentar. Logo, quando um determinado corpo social segue uma cultura, as mudanças feitas neste, significam sacrifícios.


O fato é que desde quando nascemos, estamos sujeitos às modificações impostas pela sociedade de nosso tempo, com elas abarcamos os pontos ruins e bons que antes mencionei, mas o que pretendo é chamar a atenção para os limites dos quais a sociedade não pode passar.


Quer dizer que nem sempre somos obrigados a convir e muito menos a aceitar o que nossa comunidade nos interpõe. Um dos principais males da sociedade é exatamente este; a sua opressão.


Independente dela ser grandiosa, não devemos permitir que os seus equívocos domine nossas mentes e façam de nós mais uma geração social de reacionários.


De tão intensa que é, a sociedade na maioria das vezes controla nossas atitudes que elas definem como aceitáveis e inaceitáveis. Sendo que pra ela é aceitável interferir em nossas preferências pessoais.


Em suma, a sociedade a princípio nos recebe de nossas maneiras intrínsecas de ser, porém se nos descuidarmos, em seguida disso ela nos transformará na sua própria forma de ser, isto é, ela nos corromperá, fazendo de nós indivíduos todos iguais de acordo com os seus parâmetros.

3 comentários:

  1. Olá Anselmo , boa noite!

    Muito bom vir a um blog feito assim, com inteligência e sensibilidade. E, o teu texto me faz refletir que todo aquele que prioriza os valores do bem e da ética em sua vida, caminha na contra-mão de uma sociedade que parece divorciada desses valores. É certo que essa mesma sociedade, composta por nós mesmos, deva ter suas normas e suas leis, mas quando exercidas sem humanidade ou fraternidade, essas normas ou leis, também servem pra construir quadrados,(lembrei daquela música "cada um no seu quadrado") excluindo os que não pensam e não agem como a maioria. Feliz quem conseguir transitar por essa sociedade sem se corromper por seus paramentros, como finalizou muito bem, em seu magnífico texto.

    À propósito, a postagem recente em meu blog se refere a algo parecido com o esse seu pensamento... Vem conferir, vem ? Adoraria a sua análise sobre o mesmo.

    Feliz Nova semana!

    Bjinhossss

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  2. Boa tarde, Anselmo.
    A Sociedade, para funcionar (manter seu status quo), precisa de indivíduos que se submetam às regras criadas para manter aqueles que estão no poder.
    Se a pessoa vai s submeter a isso, é uma escolha dela e de ninguém mais.
    Acho que se deve tratar o próximo como gostaríamos de sermos tratados, o resto é conversa fiada.
    Abraço, Anselmo.

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  3. É isso mesmo Brother!

    Ao encontro de vosso texto, informo que sempre tive prazer em ser Alienado (em relação às características sociais denunciadas pelo senhor). Tenho um celular Nokia anterior aos com MP3 e BlueToth (nem Infravermelho tem). Mantenho-o como exemplo de que não é a sociedade quem decidira minha forma de consumir!

    Parabéns pelo texto!

    Que a Força esteja com todos!

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Não sou o "dono da verdade", portanto, estarei sempre disposto a ouvi-lo(a)...