Só falta você!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ei, psiu! O mundo é singular



Ei, alôô! Sim, você mesmo. Atenção, o mundo é um só, e feito de gente como nós. Apesar disso parecer óbvio o bastante, boa parte das pessoas não o arrostam como deveriam.

É preciso dizer que o mundo é tão singular quanto plural, quer dizer: ele é singular no sentido de que é o único lugar em que podemos ser, ao passo que existe também uma pluralidade gerada por cada ser, cada um de nós.

Portanto, levar em conta de que o mundo é exclusivo nosso, e que este mesmo necessita de cada indivíduo, significa um grande avanço para toda a humanidade.

A questão é que infelizmente muitas pessoas não encaram o mundo como seu e ao invés de servir-se dele, acaba por servi-lo. Isto é, são aqueles que não creem em si próprios, eles simplesmente desistem de ser o que quiseram um dia. Falta autoconfiança nas pessoas, mas sobretudo, falta-lhes encarar o mundo como algo singular.

Temos de ter em mentes que nossa vida representa uma passagem demasiado fugaz, logo qualquer tempo perdido é vida que se perdeu. Nesse caso, o pior de tudo é desperdiçar a vida, a tal passagem. Pois se não enfrentarmos o mundo pensando que ele precisa de nós para sobreviver melhor, que diabos estamos fazendo aqui?!

É um equívoco dos grandes desvalorizar-se, reduzir-se a pó. Seja o senhor do mundo, lembre-se incessantemente de que ele precisa de suas façanhas!

Bom remédio é esta forma de encarar a vida, um medicamento que cura o gigantesco e malevolente egoísmo contido em cada pessoa deste mundo singular. Deixe-me explicar; se um determinado sujeito passa a conceber a ideia de que ele é parte fundamental para o mundo em que vive, isso o levará a conscientizar-se de seus deveres como o mais novo membro do universo.

Agora imagine se fosse o contrário; um mundo repleto de seres confiantes e atuantes. Seria fantástico dividir um mundo cujos habitantes esforçassem-se a pensar sempre novo e  a pôr em prática todas essas novidades. Pois do jeito que está o mundo, mais parece um lar de reprimidos por si próprios, onde estão as pessoas com sede de ousar? 

Fato é, que o mundo não é feito por sicrano ou beltrano, mas sim por gente como a gente. Pondere que os reis só são reis porque os chamamos assim, salvo que tais reis ao menos tiveram o mérito de acreditar em si próprios e foram denodos, com isso tornaram-se reis, sendo estes os seus maiores triunfos. Ditoso é aquele que sabe de seu potencial e o utiliza para todos.


Respeite o imperador como um colega, mas não o venere como um deus.   

As coisas só funcionarão um dia no momento em que todos souberem o que são e o que querem neste mundo feito de pessoas que são como nós.

9 comentários:

  1. Oi querido,

    Tudo bem? Como sempre, textos que nos levam a reflexão. Penso que o singular e o plural são irmãos quando se pensa em seguir. As vezes somos forçados a ir na generalidade ou na pluralidade para não sermos expulsos do conjunto. Talvez devêssemos ter coragem de lutar pelo nosso eu, mas aí poderíamos esquecer o coletivo. Enfim, sem superlativos, mas a vida é singular, mas os costumes, cultura, condutas, normas, obrigações são plurais.

    Beijos e parabéns!

    Lu

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  2. Anselmo,gostei muito do seu blog e essa cronica vai fundo!É uma conversa para muitas horas e bastante reflexão nas nossas próprias ações.Gostei tb da ideia da parceria e já coloquei um dos seus livros no Recanto.Me avise quais deseja ver por ali.Se me permitir vou emprestar um texto seu para postar lá tb,com seu nome e blog para as pessoas virem te conhecer,porque já vi que vale a pena!Obrigada por sua visita!bjs,

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  3. Olá Anselmo.
    Li seu texto, e cada linha uma admiração surgia.
    Escreves tão lindamente.
    Amei vir aqui.

    Um abraço e obrigada pela visita.

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  4. Muito legal te ler! Te vi na Anne e vim! abraços,tudo de bom,chica

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  5. Oi Anselmo!Seu texto já está no meu cantinho:

    http://recantodosautores.blogspot.com.br/2012/05/eipsiu-o-mundo-e-singular.html

    Obrigada por participar!bjs e boa semana!

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  6. Boa tarde,Anselmo.
    Ótimo texto, como sempre.
    Acho que o mundo à nossa volta é aquilo que fazemos dele.
    Temos de ser o que somos e respeitar os demais; já que determinados lugares exigem determinados comportamentos.
    Podemos sim seguir as regras da sociedade, mas sem nunca deixarmos de lutar pelo que acreditamos ser certo.
    Abraço.

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  7. Anselmo,hoje passei para agradecer sua visita e tb por disponibilizar esse excelente texto para meu blog!Bjs e meu carinho!

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  8. Muito bom o seu texto , Alselmo, para se refletir na importância da nossa relação com o mundo de fora e o de dentro de nós, com o próximo mais próximo e o mais distante, levando-se em conta a impermanência em que vivemos.Logo na infância a nossa afetividade se desenvolve em direções várias e sentimos a ameaça da solidão e a necessidade de buscar alguém.Nos apegamos, então à imanência, o que é natural, mas muitos, por andar distraídos pela vida, caem na rotina e permanecem estagnados...

    MUito bom vir aqui e filosofar um pouco...
    Bjoss da Lu...

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