Só falta você!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Sugando e sendo sugado



Diariamente nós absorvemos coisas, dos mais diversos núcleos e fins, entrementes, também temos nossas valias sendo sugadas pelos outros. Ou seja, existe uma permuta relevante entre todos nós que se dá nos momentos em que nos relacionamos. 


Quer dizer: o que nós somos exatamente agora, é fruto de tudo aquilo que adquirimos ao longo da vida. Logo, estamos suscetíveis às alterações que podem ocorrer a qualquer tempo.


Contudo, não nascemos seres definitivos. Muito embora tenhamos uma essência incorruptível, tudo que está ao nosso redor, está nos influenciando constantemente.


Portanto, somos colocados a prova a todo instante. Isto é, é um grande desafio primeiramente descobrir quem nós somos, e conseguintemente mantermos nossa ingenuidade mesmo diante de tantos maus exemplos.


Já mencionado que sugamos a partir do momento em que estamos interagindo seja com pessoas ou com quaisquer coisas capazes por emitirem mensagens como os escritos, filmes e etc... É que não obstante, somos sugados todos os dias, da mesma forma, quando estamos escrevendo, falando, mostrando algo para outrem. A questões que faltam-nos fazer é: afinal de contas, o que é que estamos sugando e pra quê? E ao sermos sugados, será que somos dignos disso, aliás, almejamos fazê-lo: transferir algo que agregue positivamente aos outros?


Faço saber que a intenção é o mais importante de tudo, portanto seja qual for o meio utilizado para emitir opinião, seja construtivo, expresse sempre algo proveitoso. Se você nunca pensou dessa forma, passe a diligenciar isso. Lembre-se de que quanto maior for o alcance de sua voz, maior será sua responsabilidade.


Em meio a recíproca troca que fazemos conscientemente ou não, gostaria de frisar o outro lado, o flanco por onde absorvemos, por exemplo, o que pode significar na vida de uma pessoa uma obra machadiana? Bem, para mim exprime muito, simplesmente porque sou aficionado pela literatura, não somente como leitor, mas também como escritor, logo utilizo-as como inspiração para as obras de minha autoria. Com efeito, este exemplo atua modificando positivamente a minha vida, porém não diria que isso só ocorre devido às minhas aspirações, mas sobretudo porque uma obra machadiana me torna um homem melhor em diversos aspectos, ultrapassando assim os limites meramente profissionais.


Eis a pergunta fatídica que faço: O que uma obra seja ela literária, ou cinematográfica, ou plástica e etc... O que esses trabalhos exercem sobre você? É evidente que as obras oscilam entre as boas e as não tão boas, mas considerando as que sejam suficientemente boas para nos marcar, o que é que você faz com elas? Explicando melhor, em meu ponto de vista noto que muitas pessoas leem diversos livros, ou assistem à várias peças teatrais, no entanto, essas pessoas parecem não fazerem valer a cultura que elas absorveram, pois  em muitos casos não sente-se alguma diferença em relação às pessoas que não tiveram a oportunidade de testemunhar o mesmo, logo se deduz que existem pessoas que recebem algo positivo através de um trabalho alheio, entretanto não o aproveitam.


Quem nunca ouviu uma gabação do tipo em que um indivíduo fala com toda pompa: "Eu li tal livro", ou "Eu vi tal filme",  ou "Eu estava lá". Tá legal, você leu, assistiu, ouviu, mas a pergunta é: quais as lições que você extraiu de cada uma dessas experiências? Afinal, é isso o que importa, é para isso que elas servem e não simplesmente para alguém encher a boca e bradar que a consumiu, como se fosse um título. 


Conclusivamente, digo que não importa qual seja a dimensão do rol cultural de uma pessoa, mas sim o que ela faz com isso.

5 comentários:

  1. Olá Anselmo, bom diaaaa!!

    Eu venho porque gosto demais do que escreve. Seus seus questionamentos,através dos seus incríveis textos desacomodam algumas coisas na minha cabeça, e me estimulam a pensar, raciocinar. E considero isso muito bom, pois não quero estagnar o meu mundo mental..rsss...
    Contudo, penso que as pessoas, diferentemente da criança que ainda não possui um "filtro" mental, deveriam passar pelo crivo da razão, tudo o que ouvem, que vêem, que lêem...Não é tão fácil, porque isso requer um tempo extra pra análise dos conteúdos que recebem ou que buscam. Certamente que a maioria de nós, somos influenciáveis pelas leituras ou fimes que vemos, e se não "filtrarmos" as mensagens que nos chegam, elas podem significar aquilo que chamo de "clichês" mentais, que ao assimilarmos, passam a influenciar a nossa vida, de uma forma quase inconsciente.
    Que possamos, então, extrair das nossas leituras , o melhor delas, filtrando os incovenientes.

    Parabéns, Anselmo, por ser tão jovem e escrever textos filosóficos dessa grandeza !

    Feliz feriadão pra todos nós !

    Bjos da Lu...

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  2. Oi querido Anselmo,

    Tudo bem? Outro texto grandioso e que nos leva a reflexão. Sou atenta a essa questão e sempre me pergunto sobre tudo o que ficou para mim, seja filme, livro, peça. Enfim, percebo oportunidades de crescimento no decorrer do dia, sempre.
    Beijos.

    Bom feriado!

    Lu

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  3. Toda a obra de arte seja ela de que linguagem for traz um questionamento, o problema esta no expectador.

    A interação entre o expectador e a obra é muito importante e necessita do conteúdo que este traz consigo para que aconteça um novo questionamento.

    Em alguns casos a obra faz apenas eco...rsrsr

    Abçs

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  4. Boa tarde, Anselmo.
    Concordo inteiramente contigo, nós assimilamos experiências e conhecimento todos os dias, ao mesmo tempo em que somos assimilados.
    Ser humano é estar em constante mudança todo o tempo, e saber lidar com isso de forma benéfica.
    Infelizmente, como citastes, existem pessoas que se tornam impermeáveis às mudanças (criando a chamada "zona de conforto" ao redor de si mesmas) e ficam cognitivamente estagnadas.
    Abraço, Anselmo.

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  5. Cara, sou do tipo que escreve textos enormes mas morro de preguiça quando entro num blog e vejo textos longos, é engraçado porque apenas blogs me provocam tal preguiça, livros grandes nunca me assustaram, estes acabam por ter uma relação comigo pelo maior tempo de leitura.
    Estava olhando a lista de blogs que sigo e vendo se algo nos últimos posts me chamava atenção, o título deste aqui chamou, as primeiras linhas me convidaram a abrir o link e ir adiante na leitura, e continuei a ler sem ao menos parar para reparar que tamanho tinha o texto, fui lendo e em dado momento vi que a reflexão seria longa, não me importei, gostei da leitura, acredito tê-la absorvido.
    Acho que nada do que absorvemos é em vão, mas certas coisas nós temos que querer dar utilidade em nossas vidas para que aquilo realmente seja útil. Todos nós acabamos por tornar coisas absorvidas do meio inúteis, alguns fazem isso mais que outros, alguns tentam não fazê-lo, acho que vale a tentativa.

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Não sou o "dono da verdade", portanto, estarei sempre disposto a ouvi-lo(a)...