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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A vida monótona como ela é


E se imaginássemos um mundo revolucionado, com toda vastidão de materiais teórico-socialistas e anarquistas operando na prática dos diferentes países. Seria de fato maravilhoso, finalmente o mundo experimentando o grande avanço que lhe faltava, no entanto, doravante surge um outro fator instigante relacionado a este porvir tão cobiçado. Afinal, quais intempéries restariam aos homens a fim de serem arrostadas? 

Ora, um mundo devidamente socialista, onde a terra e o pão pertencesse igualmente a todos os filhos do mundo, e por sua vez, anárquico, onde todas as pessoas pudessem fazer valer os seus critérios. Bem, é claro que o mundo não se tornaria perfeito, mas seria esse o seu único duto de salvação dada a grandeza a que se atingiu a sociedade global.

Portanto, já levando-se em conta a dureza do processo de adaptação para esses dois sistemas específicos, prevejo como a nova complicação para o homem no estágio pós-socialista e anarquista, a monotonia da vida.

Os homens estão muito ocupados com os embaraços atuais, que até parecem estar presentes desde sempre. Alguns se queixam da precariedade das condições humanitárias mais básicas, outros falam acerca de investimentos em tecnologias de ponta. Isso tudo vai mascarando o sentido vital em si. As questões filosóficas mais retrógradas estão pendentes até hoje, pois o homem inteligentíssimo não parou para pensar sobre elas. O fato é que enquanto a pergunta: "qual o sentido da vida?", não for solucionada, se é que um dia será possível, nenhuma das outras coisas poderão fazer sentido algum.

Logo, a "monotonia" à qual me refiro, obviamente que existe desde já, haja vista esse tirocínio incutido no homem por ele mesmo de trabalhar para sobreviver e reproduzir incessantemente, obedecendo a uma ordem inventiva. Mas ainda, a pergunta quanto ao sentido, mata qualquer ação motivacional do homem continuar com o que ele chama de "viver".  

Uma vez que, não sabemos do sentido da vida, ela é mais do que monótona, ela é um grande mistério. O que racionalmente falando, não tem significação alguma. Não importando se seu nome entrará para o rol histórico-humano através do reconhecimento de suas façanhas, pois de que servirá isso se não temos para onde ir?   

Um comentário:

  1. Olá, Anselmo.
    Creio que o sentido da vida é tão somente viver da forma mais digna e feliz possível.
    O grande problema da sociedade de consumo é que muitas pessoas passam a vida tentando suprir suas necessidades emocionais comprando produtos como se eles pudessem fornecer felicidade instantânea, e ficam presas neste ciclo comprar-enjoar-comprar de novo a vida toda.
    Triste, mas verdadeiro.
    Abraço, Anselmo.

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Não sou o "dono da verdade", portanto, estarei sempre disposto a ouvi-lo(a)...