Só falta você!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A generalização branca do homem



Qualquer forma de generalização é perigosa e condenável, no entanto, vê-se ordinariamente a vulgarização do termo torpe: "homem branco".


Primeiro, o que vem a ser o chamado homem branco? Logicamente que tal termo vai além da cútis, ele na verdade denota exploração, isto é, entende-se como homem branco aquele que é dominante. 

Contudo, inegavelmente eu sou branco assim como todos nós somos. Entretanto, pertencemos a categoria dos "explorados modernos". Historicamente, o homem branco desbravou o mundo inteiro quando ele lhe era obscurecido, de mares à oceanos, de ilhas à ilhotas, de nações à continentes, não satisfeito ele seguiu com o processo, mesmo embora já estivesse com o mundo todo dominado em suas mãos, os homens brancos passaram a explorar a si mesmos.


Isso aqui não trata-se de imputar demérito quanto aos engenhos executados pelos homens brancos ao longo do tempo, pelo contrário, digo-lhe que todos nós devemos à estes mesmos homens do pretérito o mundo que usufruímos hoje, tanto as coisas boas que herdamos quanto as coisas ruins.


Portanto, meu intento aqui não é traçar um caráter maligno para os nossos descendentes e criadores da civilização, gostaria somente de pontuar o seguinte: uma vez que compomos uma civilização, podemos ser classificados como parte dos homens brancos, logo, somos também os culpados pelos lapsos da sociedade. Se não somos exatamente os culpados pelos erros de um passado, hoje certamente somos responsáveis pelas consequências de um futuro. Além disso, como disse o problema é que o homem não parou de explorar, eu diria até que ele acabou intensificando o seu modo de exploração, quer dizer: ele substituíra as misteriosas terras por pessoas, onde o homem explora a si próprio, seja com o capitalista que detém o poder de compra, seja com o indivíduo inconsciente  e por essa razão: cúmplice, que se vende ao capitalista resumindo-se em uma mercadoria.


Da mesma maneira que é fácil isentar-se dos erros cometidos pelos brancos assumindo o papel da vítima, é tarefa simples generalizá-los por suas atrocidades. Saiba que ao criticar o homem branco, você estará criticando a si mesmo.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A explicação para o mau gosto



Admitamos: o mau gosto existe. Entretanto, não fomentarei aqui o meu gosto que embora seja bom, ele ainda possui lá suas lacunas, afinal, como é sabido de todos: o ser humano é defeituoso.


Pois bem, aceitando o fato de que todos nós estamos vulneráveis perante ao mau gosto, automaticamente admitiremos que podemos retroceder a isso, sendo que a única forma de se esquivar de uma opção infeliz é eliminando-se a sua ignorância. Isto é, quando se é ignorante em um determinado assunto, a sua suscetibilidade para desenvolver maus gostos é ampliada.


Portanto, o mau gosto nasce do desconhecimento. Enquanto não estivermos penetrados em um universo, não conseguiremos entendê-lo, e para isso é preciso ter boa vontade para buscar acessá-lo.


Não tem jeito, dentro do campo de uma arte existem elementos que superam uns aos outros, e para tirar a limpo tais medidas é necessário antes que se conheça as diversificações das coisas. Ao passo que na sociedade atual, o que vemos abertamente é um falto de conhecimento das pessoas para com as modalidades de seus respectivos agrados. É como julgar uma comida que você jamais provou, dizendo logo de cara que ela não é de seu paladar. E isso é muito mais banal do que se pensa, pois não somente para as iguarias, a maioria das pessoas não buscam conhecer as coisas a fundo.


Não trata-se de uma questão simples de preferência. Basta ver que, ordinariamente uma maioria de indivíduos se satisfaz com as primeiras impressões, em ver só um pouco. Ocorre que há um espécie de estagnação mental, isto é, preguiça para conhecer o que é novo, à medida que ela poderia se tornar muito mais sagaz e melhorar a sua forma de apreciar com as experimentações diferentes que faria.


É isso, a fórmula para se ter um gosto bom é não se acomodar nunca e estar sempre movimentando-se, procurando saber acerca de universos por ora inéditos para você. Até porque a diversidade das coisas existem exatamente para que não tenhamos que viver em um mundo constantemente previsível e monótono. Isso seria insuportável, não sei como as pessoas contentam-se em dominar meia dúzia de assuntos, sendo que há uma infinidade de componentes interessantes.


Aprenda que, por mais que seu nível de conhecimento seja significativo, nunca será o bastante. Todavia, conserve eternamente a humildade com você, pois ela é um instrumento indispensável para suas capacidades evoluírem.


E para fins conclusivos, eu diria que a explicação para o mau gosto está na falta de aplicação das pessoas para com os seus arredores, não tenha receio e/ou desleixo e trate de experimentar os "mundos" que só estão aí ao seu lado a espera de serem absorvidos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Deus é uma questão de otimismo



Afinal de contas, o que nos leva a crer em sobrenaturalidade? Bem, é fato que as razões científicas não nos cativa a desenvolver a crença num ser superior e criador de tudo aquilo que existe.


O contraponto dessa história é que uma vida sem fé torna-se extenuante. Veja, se é ou não é racional acreditar em Deus, crê-lo ao menos deve ser sábio, pois a filosofia do sobrenaturalismo acarreta vários benefícios ao indivíduo, tais como: o conforto, visto que do ponto de vista teísta sabemos que os nossos sacrifícios são vigiados o tempo todo,  por consequência disso nos aliviamos ao menos por saber que alguém está olhando para nossas atitudes. Outra vantagem e talvez a principal delas, é o otimismo, pois este elemento aí, é capaz de levantar qualquer indivíduo, por mais aflitiva que seja a sua situação. Contudo, podemos considerar Deus por si só, já uma questão de otimismo.

A metafísica de Deus é auxiliadora. E para os mais receosos, digo que crer em Deus não arranca pedaço, tampouco é sacrificial. Portanto, a única certeza que tenho na vida é que eu nunca serei ateu.


Deus é irrepresentável, portanto, associa-lo a uma religião é um grande equívoco, pois nenhuma religião tem o poder de falar por Ele. Deus, se for para ser, ele tem de ser pessoal, exclusivamente seu. É preciso que cada um vá em busca do sentimento que Deus tem acerca de você, e o caminho para descobri-lo está dentro de si mesmo, de seu âmago.


Diversas vezes fui indagado com a seguinte questão: "Se Deus existe qual a garantia que ele é bom?". Muito simples responder a essa pergunta. Bem, se ele fosse mau ele não lhe concederia vida, ademais, não se esqueça de que você só conjectura algo, como o jaez de Deus, graças ao livre-arbítrio que lhe foi dadivado.

Agora se eu creio milagre? É óbvio que sim. Pois a vida é a maior prova de milagre. Basta imaginar quantos indivíduos poderiam estar em seu lugar neste momento.


Se Deus é uma questão de otimismo, não crê-lo é uma opção puramente pessimista, adotada pelos racionalistas que acabam levando esta doutrina ao pé da letra. É isso, deixar de crer em Deus é mormente um exagero.


Muitos ainda atribuem a evolução das espécies, dentre elas a nossa, como um álibi crucial para a descrença, o que chega a ser grotesco. Visto que um fato não se sobrepõe ao outro. Será que é difícil conceber a ideia de que só evoluímos porque Deus quis assim?


Enfim, eu aconselho a todos que creiam. Seja qual for a variedade dos deuses, tenho certeza de que o simples fato de já crer em um, representa um avanço rumo à um mundo melhor.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mais que futebol, uma ideologia

Explicar-lhes uma paixão está longe de meu intuito, pois por mais que eu tente, é inútil expressar em palavras o fervor que sentimos, que eu sinto. Portanto, sem me encarregar de explicar o inexplicável, ao menos transmitirei-lhes uma partícula da minha emoção que, diga-se de passagem, vale muito a pena conferir.

A começar pelo futebol, este que é o esporte mais contemplado de todo o mundo. Costumo dizer que o futebol não rende apenas expectadores ou admiradores, mas sim afortunados. Tudo isso porque o esporte bretão penetra em nosso âmago.


O futebol é mais do que um mero instrumento de entretenimento. Apesar dele distrair com elevado primor, eu por exemplo que o vivo não esqueço jamais dos temas realmente pertinentes, inclusive se nota que mesmo que eu o ame, sei admitir que ele não é importante comparado aos demais assuntos sociais.


Embora o futebol seja irrelevante perante às crises, ele não o é diante do contexto social, pois engloba muitos ensinamentos que se estendem para além dos campos de jogo e vão até a nossa vida. Em outras palavras: o futebol prega o trabalho em equipe, a disciplina, o otimismo, e todo esse conjunto forma o seu caráter.


Se os ingleses criaram o futebol nos moldes mais próximos do que ele é atualmente, os brasileiros o aperfeiçoaram. Indubitavelmente, que o futebol é generoso para com os brasileiros. Aqui, ele saudou o povo mais apropriado para praticá-lo com maestria. Não à toa que temos os melhores jogadores de todos os tempos.


Se o Brasil é uma terra santa para gerar ícones da bola, é devido à paixão nascente do povo que carrega este país nas costas e o futebol é apenas um alívio para as suas mãos calejadas. 


Falando em povo, é impossível não mencionar ela que é a torcida do povo: a torcida corintiana, ou "Nação Corintiana", como é popularmente chamada. Esta torcida representa da maneira mais fiel possível o que é um povo sofredor que descarrega suas aflições nos momentos em que a bola passa pelo goleiro estufando as redes. Para eles, ou melhor, para nós, não foi simplesmente um gol que acontecera, mas sim um êxtase populacional.


A arte de ser Corinthians é muito bem simbolizada da seguinte maneira: quando o Corinthians faz gol, junto com ele o povo comemora. Quando o Corinthians vence, junto com ele o povo vence. Isso faz do Corinthians uma ideologia meus amigos e minhas amigas, que supera qualquer outra que seja concebível. 


Agora responda-me: qual é a torcida do mundo que mesmo ficando sem título durante 23 anos só aumentou de tamanho? Bem, chega a ser redundante responder a isso. Isso porque a torcida corintiana é ímpar, ela não busca títulos, mas sim representação, coisa que nenhuma se assemelha a tanta convicção. Logo, ao assistirem o Corinthians jogar, os corintianos identificam-se com o time operário dentro de campo.


Além disso, o "Timão" como é comumente referido, é o único time do mundo que joga em prol e com o povo. Massa que de tão imensa, amedronta qualquer adversário.

Enfim, esta é mais uma das minhas homenagens à esta como bem classifiquei: ideologia. Faço saber ainda que, independente do "time do povo" dominar hoje a América, ou que fosse daqui a outros cem anos mais, esta ideologia plebeia jamais se dissipará, pois o povo é imortal.


Gostaria de finalizar com a seguinte máxima: Amar o Corinthians é amar o povo. Por isso, amo-te Corinthians.